Quanto custa viajar pela Bolívia


Igreja de São Francisco

Viajar pela Bolívia é barato. Depois de tomar aquele soco no estômago, ou no bolso, no Chile nada melhor do poder aliviar o bolso na Bolívia.

A passagem pela Bolívia foi rápida, foram apenas 15 intensos e maravilhosos dias nesse país de contrastes. A Bolívia é realmente um dos destinos mais baratos na América do Sul, mas também é onde os relatos de infecções alimentares e problemas de higiene na estadia são mais frequentes.

Cruzando a Argentina e o Chile cruzei com diversas pessoas que haviam passado pela Bolívia e os relatos eram sempre os mesmos, muitos haviam tido algum grau de infecção alimentar, alguns mais graves outros apenas uma dor de barriga leve, mas ninguém passava imune pela Bolívia. Houveram até relatos de uma infestação de pulgas em um hostel em Potosí, pois devo dizer que esses relatos me deixaram mais alerta e por isso me permiti gastar um pouco mais para ter um pouco mais de conforto e garantir a procedência da minha comida. Por isso, a Bolívia não foi o meu destino mais barato, ficou em segundo lugar.

Quanto gastei viajando pela Bolívia

Nesses 15 dias na Bolívia eu gastei 2700 reais, cerca de 180 reais por dia, que ficaram distribuídos mais ou menos assim.

Acomodação 37%
Passeios 21%
Comida 20%
Transporte 8%
Celular 7%

Em uma pesquisa rápida já dá pra ver que o preço das hospedagens na Bolívia é barato, mas o relato da francesa sobre uma infestação de pulgas em um hostel em Potosí (e aqui peco por não lembrar o nome do lugar) me fez ficar com bem alerta, por isso acabei gastando mais em hospedagem por aqui, pra garantir que sempre ficaria em um lugar legal, na maioria das vezes pequenos hotéis com quarto e banheiro privado, mas com um custo diário de aproximadamente R$66, um valor até bom pro padrão de hospedagem.

Na Bolívia também dá pra fazer muita coisa por conta própria e economizar nos passeios, mas confesso que chegando em La Paz aproveitei ao máximo e fiz muitas atividades pagas por lá. Os gastos com comida seguem um critério parecido com a acomodação, gastei em média R$36 por dia com alimentação, mas ainda assim, teve um dia que passei mal (e foi um dos piores dias da viagem).

Vale destacar o custo alto com celular aqui, mais de R$12 por dia, isso principalmente porque na Bolívia as redes wifi são bem ruins, eu ficava dependendo basicamente da rede 3G do celular, que em algumas cidades nem funcionava tão bem.

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Potosí

Foi minha primeira parada na Bolívia, fiquei em um pequeno hotel bem próximo a Plaza de Armas, custou R$60 por dia. Conheci a cidade toda a pé, não fiz o famoso tour para as minas por questões ideológicas, explico mais aqui. O passeio mais legal que fiz por lá foi a visita ao Museo de La Moneda, que é uma antiga casa da moeda de Potosí, que cunhava moedas de prata para a Espanha. Nesse museu comprei o souvenir mais caro de toda a viagem, uma moeda de prata cunhada por mim mesmo. O link abaixo comprova o fato, essa lembrancinha me custou a bagatela de R$60, mas é minha moeda da sorte!

Veja os destaques de Potosí no instagram[ALNC1] 

Hospedagem em Potosí

Mais sobre Potosí

Sucre

Sucre é a capital constitucional da Bolívia e as principais atrações aqui para mim foram entender a política da Bolívia e seu processo de independência que tem Sucre como centro das manifestações. O free walking tour ajudou bastante a entender essa história, e você só precisa pagar uma gorjeta pro guia.

Veja os destaques de Sucre no Instagram

Hospedagem em Sucre

Santa Cruz de La Sierra

A viagem de ônibus de Sucre para Santa Cruz de La Sierra foi uma das piores da minha vida, comprei o ônibus leito, R$68 na passagem. Realmente a poltrona era leito, mas o ônibus estava caindo aos pedaços, remendado com durepox e cola quente… foram 12h de aventura que eu espero contar em um vídeo em breve. Muitos brasileiros vivem por aqui, e da para perceber isso pela culinária. Consegui matar a saudade da comida brasileira, com restaurantes que serviam churrasco, feijão com arroz e até mesmo feijoada. Talvez por isso tenha gastado bem em alimentação aqui, minha refeição mais barata saiu por R$32 reais.

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La Paz

A parada mais cheia de aventuras na Bolívia, fiz diversos passeios e foi o que aumentou meu gasto diário nesse quesito, mas não teria deixado de fazer nenhum deles. Visitei a igreja de São Francisco e seu museu, andei de teleférico. Conheci as ruinas de Tiwanaku, o Vale de La Luna, o passeio de bicicleta pela estrada da Morte e subi na gigante montanha de Chacaltaya, para fazer todos esses passeios gastei cerca de R$520 reais, entre os valores da agência e entradas que precisei pagar.

Veja os destaques de La Paz no Instagram

Hospedagem em La Paz

Copacabana

A principal atração aqui mesmo é a visita até a Isla del Sol, berço da civilização Inca e o Lago Titicaca, o lago navegável mais alto do mundo. O tour de um dia para a Isla del sol é vendido por toda a cidade com preço tabelado, paguei cerca de R$28 nesse passeio.

Veja os destaques de Copacabana no Instagram

Hospedagem em Copacabana


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Mais sobre a Bolívia


Tendências de viagem: 12 destinos para viajar em 2019

A Skyscanner, um dos maiores buscadores de viagens do mundo, faz anualmente um estudo que cruza dados dos últimos anos e ajuda a entender melhor as tendências de viagens para o próximo ano. O estudo de 2019 acabou de sair do forno e nos mostra três características marcantes para os brasileiros viajantes em 2019: história, praias e belezas naturais.

Baseada nesse estudo e nas características encontradas a Skyscanner fez uma lista de 12 destinos que vão bombar em 2019 e com certeza valem a visita. Conheça a lista completa abaixo.

Panamá

  • Porque visitar? É um destino paradisíaco e histórico ao mesmo tempo, A Cidade do Panamá é movimentada, moderna e ao mesmo tempo mantém suas raízes históricas. O país ainda conta com lugares paradisíacos como San Blás, uma boa pedida para quem quer conhecer o Caribe.
  • O que você não pode perder? Fazer uma visita ao Canal do Panamá e San Blás. No Canal do Panamá você pode visitar o museu que conta a história da construção de uma das maiores obras da humanidade, além de poder assistir navios enormes atravessando de um oceano ao outro. San Blás é obrigatório para quem gosta de praia e quer conhecer o Caribe.
  • Melhor época para viajar? Na estação seca, que vai de meados de dezembro até março.
  • Quando as passagens são mais baratas? Porém as passagens mais baratas você encontra em Abril, custando em média R$1556

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Conheça outros destinos legais na América do Sul

Cairo, Egito

  • Porque visitar? A cidade desperta verdadeiro fascínio em viajantes do mundo inteiro e está presente no imaginário popular, através de imagens das imponentes pirâmides, desertos e camelos, da fama de Cleópatra e dos faraós
  • O que você não pode perder? O platô de Gizé, onde ficam grandes pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos, e a grande esfinge
  • Melhor época para viajar? Para quem quer fugir do calor desértico, os melhores meses são maio e setembro.
  • Quando as passagens são mais baratas? Março ou novembro, quando as passagens custam em média R$3.660

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Bahia

  • Porque visitar? A mistura perfeita de história e belas paisagens de praia. Salvador é uma capital riquíssima em cultura e com belíssimas praias. O resto do estado também surpreende, Porto Seguro por exemplo foi o ponto de descobrimento do Brasil e ainda conta com as praias de Trancoso e Arraial D´Ajuda.
  • O que você não pode perder? Se perder pelas ruelas do pelourinho, experimentar a culinária baiana sem medo. Curtir as praias e a vida noturna que é agitada na capital e nas demais cidades turísticas.
  • Melhor época para viajar? Melhor evitar a época de abril a julho para fugir das chuvas.
  • Quando as passagens são mais baratas? Maio e junho é quando as passagens costumam estar mais baratas, custando em média R$579.

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Ilha do Sal, Cabo Verde

  • Porque visitar? Essas ilhas paradisíacas ficam no Cabo Verde, país insular formado por um arquipélago de 10 ilhas vulcânicas, próximo da costa da África Ocidental. É o destino ideal para quem ama praia, mergulhos e adora um bom resort.
  • O que você não pode perder? O passeio de 1 dia que mostra os pontos mais interessantes de ilha, além dos Jogos Africanos de Praia que serão por lá e começam em 14 de junho de 2019.
  • Melhor época para viajar? Pela localização geográfica privilegiada você pode visitar esse pedacinho do paraíso durante todo o ano sem muitos problemas.
  • Quando as passagens são mais baratas? O mês mais barato para viajar é fevereiro, com passagem custando em média R$1240

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Sul da Itália

  • Porque visitar? Brindisi é uma cidade que se destaca nessa região, possui pouco mais de 87 mil habitantes, que tem suas raízes ancoradas na época romana antiga e é conhecida como “Porta do Oriente”. É lá, e também em Bari, outra cidade-tendência, onde ficam os principais portos de embarque para a Grécia. Bari, por sua vez, é uma cidade medieval, famosa pelas suas praias, e capital comercial e administrativa de Puglia, além de ser um vibrante reduto universitário.
  • O que você não pode perder? As praias e as pequenas vilas de toda a região.
  • Melhor época para viajar? Uma boa sugestão é ir verão europeu, quando você vai poder curtir todo o agito da região.
  • Quando as passagens são mais baratas? Novembro é quando as passagens estão mais baratas, custando em média R$3217.

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Goiás

  • Porque visitar? Esse estado rico no centro do Brasil começou a despontar nas buscas. As belezas naturais de Caldas Novas e parque como a Chapada dos Veadeiros instigam os brasileiros a conhecerem essa região
  • O que você não pode perder? Caldas Novas, ‘a maior estância hidrotermal do mundo’ e a Chapada do Veadeiros e suas cachoeiras.
  • Melhor época para viajar? A época mais gostosa é o inverno brasileiro: em maio, junho e julho, quando quase não chove
  • Quando as passagens são mais baratas? Em setembro e outubro as passagem custam em média R$805

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Luxemburgo

  • Porque visitar? Esse pequeno país localizado entre Alemanha, Bélgica e França é um dos países mais seguros do mundo, favorecendo principalmente as viagens de mulheres sozinhas.
  • O que você não pode perder? Os mais de 20 castelos espalhados pelo país.
  • Melhor época para viajar? Durante todo o ano, cada época tem a sua beleza especial
  • Quando as passagens são mais baratas? Em março as passagens custam em média R$2943

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Belfast, Reino Unido

  • Porque visitar? É um dos destinos tendência que mais registrou crescimento nas buscas pelos viajantes brasileiros. Por ano, mais de 7 milhões de pessoas visitam o lugar. O guia de viagens “Lonely Planet” destacou Belfast como “uma cidade em crescimento”. É de lá que saem os passeios para conhecer as locações onde foram gravadas cenas de Game of Thrones, e também onde foi construído o famoso navio Titanic
  • O que você não pode perder? Com certeza visitar os locais de filmagem de Game of Thrones.
  • Melhor época para viajar? Os meses de verão junho a agosto são considerados a época alta para os visitantes, pois o clima está mais agradável
  • Quando as passagens são mais baratas? Novembro é quando as passagens estão mais baratas, custando em média R$4146

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Grécia

  • Porque visitar? Os 3 destaques aqui são Mykonos, Santorini e Atenas. Mykonos é uma boa pedida tanto para quem quer sossego quanto quem quer balada, Santorini, a mais célebre das ilhas gregas, e Atenas, a capital do país, é recheada de marcos históricos.
  • O que você não pode perder? Os monumentos mais consagrados: o Propileu, o Erecteion e o Partenon, símbolo da Grécia e da civilização europeia. Além das praias o pôr do sol das ilhas gregas.
  • Melhor época para viajar? A melhor época para vislumbrar toda essa beleza é durante o verão europeu (de julho a setembro)
  • Quando as passagens são mais baratas? Em março e abril, as passagens custam em média R$3675

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Boston, EUA

  • Porque visitar? Foi a cidade norte-americana que mais cresceu no volume de buscas nos últimos dois anos. O turista que chega à capital de Massachusetts será surpreendido pela riqueza histórica, enorme variedade de museus, uma vida acadêmica vibrante e belos parques. O turismo a pé é muito bem-vindo.
  • O que você não pode perder? A Freedom Trail, ou trilha da Liberdade, leva os turistas a marcos históricos do processo de independência dos Estados Unidos
  • Melhor época para viajar? A sugestão é fugir do inverno que costuma ser rigoroso por aqui.
  • Quando as passagens são mais baratas? Fevereiro e março, as passagens ficam em média R$2251

Guatemala

  • Porque visitar? Destino fora do radar da grande maioria dos viajantes, Guatemala é uma aposta para 2019. Entre as atrações está Antiqua, cidade de veraneio que conta entre seus maiores atrativos com a arquitetura colonial
  • O que você não pode perder? As ruínas maias, no norte do país, região que concentra diversos complexos arqueológicos, inclusive o mais famoso: Tikal
  • Melhor época para viajar? A melhor época é a estação seca, que vai do final de novembro ao início de abril.
  • Quando as passagens são mais baratas? Em maio, as passagens custam em média R$2286

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Colônia, Alemanha

  • Porque visitar? De colonização romana, Colônia possui muita história; não é à toa que recebe o título de cidade mais antiga do país, sendo que os vestígios do período romano estão visivelmente presentes, principalmente no bairro histórico.
  • O que você não pode perder? A Catedral de Colônia.
  • Melhor época para viajar? Melhores períodos para visitar são os meses de novembro – especificamente no dia 11/11 às 11:11, quando se poderá presenciar a abertura do Carnaval, que é considerada a 5ª estação do ano –, e dezembro, para conhecer as feiras natalinas.
  • Quando as passagens são mais baratas? De fevereiro a maio, nessa época as passagens custam em média R$3200

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Você está planejando conhecer algum desses lugares em 2019?

O Deserto Mágico do Atacama

O deserto do Atacama é um sonho, não tem forma melhor de descrever. Todas as paisagens parecem saídas de um filme de ficção científica. Pelas fotos já conseguimos ver toda beleza do Atacama, mas eu garanto que ao vivo é bem mais impactante. Estando lá você consegue sentir a energia do lugar e de cara vai perceber que o Deserto do Atacama, com toda sua imensidão, não é um lugar qualquer.

Algumas curiosidades sobre o Deserto do Atacama

  • É deserto mais seco do mundo, em alguns pontos mais centrais do deserto não chove há mais de 4000 anos.
  • É o deserto mais alto do mundo. A altitude varia em seus mais de 100.000km², mas em San Pedro do Atacama a altitude chega a 2.400m.
  • Apesar de ser uma região bastante inóspita, o deserto do Atacama colabora bastante com a riqueza do Chile. O país é o maior produtor de cobre do mundo e muitas de suas minas estão situadas no Deserto do Atacama.

Como chegar no Atacama

O Atacama é um deserto enorme e grande parte do seu território não é habitado por conta das condições inóspitas.  O principal ponto de apoio para as atividades turísticas no deserto é a cidade de San Pedro do Atacama. A pequena cidade tem cerca de 3.000 habitantes, mas com certeza deve receber o dobro de turistas mensalmente.

San Pedro do Atacama fica no norte do Chile, para chegar lá a melhor maneira é ir até Santiago e de lá as maneiras mais comuns de chegar até San Pedro são:

  • Ônibus: Partem diariamente em diversos horários de Santiago rumo a San Pedro do Atacama, a viagem é longa e dura cerca de 24h, mas os ônibus no Chile são super confortáveis e seguros. A passagem varia entre R$130 e R$260.
  • Avião: existem diversos vôos diretos desde Santiago até Calama, que é o aeroporto mais perto de San Pedro do Atacama. O vôo de Santiago até Calama dura cerca de 2h e de lá você pode pegar um transfer para San Pedro do Atacama (mais 1h30). Os preços das passagens variam bastante, mas é possível encontrar por até R$300.

Descubra a melhor forma de chegar em San Pedro do Atacama usando o Rome2Rio

Quando ir para o Atacama

O Atacama é o deserto mais seco no mundo, então chuva não ser um problema por aqui, elas são bem raras e não vão atrapalhar o seu passeio. Então um ponto importante para considerar quando for planejar a sua viagem é a temperatura. Por ser um deserto, a amplitude térmica na região é bem grande, no inverno (Junho, Julho, Agosto) as temperaturas durante o dia são mais amenas mas podem chegar bem próximas de 0 durante a noite. No verão (dezembro, janeiro, fevereiro) acontece um fenômeno conhecido como “inverno altiplânico”, é uma época mais propensa a chuva, no entanto ainda assim não é nada que vá atrapalhar o passeio, durante a noite as temperaturas são mais amenas, mas durante o dia pode chegar a 40 graus.

A melhor época para ir para o Atacama é mesmo na primavera (setembro a outubro) e no outono (março a maio). Nesse período as temperaturas durante o dia e a noite costumam ser mais amenas.

Veja a tabela completa de temperatura anual no Atacama aqui

Onde se hospedar

Em San Pedro do Atacama não tem muito segredo, o melhor mesmo é ficar perto da Rua Caracoles, que é onde as coisas acontecem na pequena cidade. San Pedro é basicamente um vilarejo, com ruas de terra, a Rua Caracoles é a principal, onde se concentram os serviços de turismo e restaurantes, ficar ali perto é garantia de tranquilidade para sair a noite. Isso porque durante a noite as ruas ficam mais escuras e vazias, andar até um hotel mais distante pode ser mais complicado nessas condições.

Faça sua reserva em San Pedro do Atacama aqui

Uma dica extra, um bom lugar para comer em San Pedro de Atacama: não deixe de visitar o Restaurante Barros, próximo a Rua Carácoles, lá um menu com entrada, prato principal e suco sai por 6000clp (R$30), pode parecer muito, mas acredite, é um bom preço para San Pedro do Atacama.

Viajar para o Atacama é caro?

Não da pra mentir que os passeios por lá são um pouco mais caros sim, mas vale todo o sacrifício. Fiz um post falando só sobre os custos da viagem, que você pode ver aqui.

E aí? Pronto para conhecer o Atacama?

Quanto gastei no mochilão pelo Chile: de norte a sul, de Puerto Varas ao Atacama

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Dando continuidade a nossa série de posts “Quanto Gastei no meu Mochilão pela América do Sul”, vamos ao nosso segundo post, um momento de falar do lugar mais caro da viagem e tentar entender porque ficou tão caro passear por lá: Chile.

Eu fiquei 50 dias no Chile, cruzei o país de sul a norte, começando por Puerto Varas (sim, eu pulei a Patagônia, quero deixar para fazer essa região em uma outra viagem, só pra ela), foi o país que fiquei mais tempo e também aquele que tive um maior gasto médio diário. (os valores são de julho/2018)

Gastos no Chile

Percebi que os gastos em dólares no outro post causaram uma confusão, então nesse aqui já vou colocar tudo em reais mesmo.

Nos 50 dias no Chile eu gastei R$13460, uma média de R$270 por dia. Mas para onde foi esse dinheiro todo?

Categoria Valor Por dia (R$) % do total
Passeios 98,13 36%
Acomodação 66,77 25%
Comida 43,93 16%
Supermercado 21,72 8%
Transporte 14,76 5%
Celular 2,69 1%

 

No Chile o gasto com passeios foi de quase 100 reais por dia, um valor bastante elevado, mas que se justifica por tudo que fiz principalmente em Santiago e no Atacama, mas vale reforçar que os passeios no Chile são carinhos também, por isso esse custo elevado.

No Chile eu cheguei a trabalhar em hostel em troca de hospedagem, mas também passei uma semana em Santiago com minhas amigas em um hotel bem fino, que custou quase 200 reais por noite, isso acabou elevando a média diária.

Gostaria de destacar dois custos interessantes aqui: Supermercado e Celular. O Chile foi o país que mais gastei com supermercado, até porque em algumas cidades eu cheguei a ficar 15 dias e com isso era mais fácil comprar comida para cozinhar e assim economizar. E quero destacar também o custo baixíssimo que tive com celular (pacote de dados de internet), já que o Chile é o país onde a internet é mais barata, de qualidade, sem falar na grande quantidade de rede wi-fi disponível em restaurantes e lugares públicos.

Analisando cidade por cidade

Puerto Varas

Minha primeira parada no Chile, para saber mais sobre meus dias lá basta clicar aqui! Em Puerto Varas eu fiquei por 15 dias e trabalhei na recepção do hostel em troca de hospedagem, então já economizei nesse aspecto. Saia pouco para comer, mas toda vez que saia era um estouro no orçamento, uma noite jantei um hambúrguer que nem tava tão bom e lá se foram 70 reais, assisti a final da Copa do Mundo em um barzinho por aqui também e lá se foram mais 136 reais

Os tours por aqui são carinhos também, fiz dois bem clássicos: Visita a estação de esqui no Vulcão Osorno que custou a bagatela de 240 reais (110 do transporte até lá feito com agência e mais 130 de entrada no Parque e Ticket do Teleférico), e um passeio de barco pelo lago de Todos os Santos, chegando até o vilarejo de Peulla que custou mais 210 reais, sem contar o almoço que era por fora.

Nos 15 dias em Puerto Varas gastei R$1700, uma média de R$113 por dia.

Pucon

Esse paraíso no sul do Chile faz sucesso no verão, mas no inverno também tem seu charme, para saber mais sobre os 15 dias que passei por lá só clicar aqui.

Pucon é uma cidade cheia de atrações muito legais ao redor e para a maioria deles é possível chegar de transporte público e entrar pagando um pequena entrada, então consegui economizar com isso, mas também tem algumas atividades que só dava pra fazer pagando o tour mesmo e ai os tours são meio carinhos, o tour de dia inteiro para Huilo Huilo,por exemplo, custa R$213, outra atividade fundamental em Pucon, mas que tem o preço elevado são as Termas Geométricas, são uma das termas mais bonitas que visitei na viagem toda, mas só a entrada custou R$215, um valor bem alto para as comodidades (ou falta de comodidades) que oferecia.

Em Pucon eu fiquei 15 dias, gastei R$2636, uma média de R$ 175 por dia. No post sobre Pucon você pode ver tudo que eu fiz por lá!

Santiago

Chegamos ao nosso campeão de gastos! Mas foi por uma ótima razão, em Santiago encontrei com alguns amigos, deixei o estilo mochileira de lado e fiz uma viagem mais turista padrão. Para ver tudo que eu fiz clique aqui.

Por aqui fiquei em um bom hotel em Providência, dividi o quarto com uma amiga e paguei R$200 na diária, devo admitir que o café da manhã do hotel nesses 9 dias que fiquei por lá fizeram minha felicidade!

Fizemos também muito passeios! Chegou a ser um exagero, mas queríamos fazer tudo no pouco tempo que tínhamos juntos por lá, era inverno, temporada de neve e não desperdiçamos a oportunidade.

O tour para Cajon del Maipo foi um dos mais baratos que fizemos com a agência, custou uns R$180 para cada (e aqui foi legal ver que quando estamos em grupo é bem mais fácil barganhar descontos do que sozinha). Mas o grande vilão dos custos altos aqui foram os passeios nos parques de neve, Farellones e Valle Nevado. Escolhemos ir nos dois em dias diferentes, quando na realidade apenas um seria suficiente pra gente que não era expert em esqui… o passeio até Farellones, transporte mais a entrada custou pra gente um total de R$261 reais, sem falar nas comidinhas lá dentro que giram em torno de R$60. Já o Valle Nevado foi a grande “facada”, já que lá precisamos pagar as aulas de esqui e aluguel dos equipamentos, somando tudo isso à entrada e transporte a brincadeira de um dia na neve saiu pela bagatela de R$670. Mas o importante é que valeu a pena né? Gosto de pensar assim…

Em Santiago foram R$3744 em 9 dias, uma média de R$414 por dia.

La Serena

Partindo para o Norte do Chile fiz paradas rápidas (2 noites) em duas cidades interessantes antes de chegar no Atacama, a primeira delas é La Serena, parada obrigatória para quem quer visitar o Valle Elqui, que dizem ser um lugar muito místico, onde extra-terrestres aparecem, eu não presenciei nada disso, mas posso garantir que a região é uma das melhores para observação do céu e das estrelas. Tive sorte de estar por lá na lua nova e não podia deixar de fazer o passeio até o observatório astronômico, os detalhes estão nesse post aqui, esse foi basicamente meu único grande gasto aqui, o passeio custou 156 reais e mais R$ 58 pelas belas fotos no céu estrelado.

Caldera

A segunda parada no norte do Chile antes de chegar no Atacama, Caldera é ponto de saída para o tour que leva até a mina onde os 33 mineiros ficaram presos e também onde fica o “caribe chileno”, que é a praia de Baia Inglesa. Estive lá na baixa estação, então a cidade estava bem vazia, foi o suficiente para conhecer Baia Inglesa e comer vieira fresca (viva mesmo, tem o vídeo lá no instagram @demochila_nomundo). O mais caro aqui mesmo foi a passagem de ônibus para San Pedro de Atacama, R$172 o ônibus noturno leito.

San Pedro de Atacama

Essa é outra parte um pouco mais cara da viagem, o Atacama é um sonho e você percebe isso assim que chega lá… Eu fiquei 7 dias por na cidade, em um hotelzinho simples, quarto privado porém com banheiro compartilhado, localização ótima, uma quadra da Rua Caracoles, pela bagatela de R$100 por dia.

Passeios no Atacama eu fiz diversos, tem opção gratuita sim, mas a grande maioria precisa de agência para chegar. Eu fiz 7 passeios, os detalhes desses passeios vou deixar para outro post, mas com esses passeios você faz um rolê bem completo pelo Atacama, o custo total foi de R$1111, uma média de R$158 por passeio.

Nesses custos do Atacama também incluí o passeio pelo Salar do Uyuni, que custou aproximadamente R$580, o tour clássico de 3 dias pelo Salar dormindo as duas noites em hotéis simples pelo caminho, quarto compartilhado porém com cama de verdade e banho quente (pago a parte)!!

 

Em 50 dias, acabei gastando um bom dinheiro no Chile, principalmente em passeios, mas a verdade é que todos esses passeios valeram a pena e muitos deles não tinham uma alternativa “por conta própria”, então simplesmente, valeu a pena.

Quanto custa um mochilão pela América do Sul?

Tartaruga de Galápagos
Mergulhando em Galápagos, o lugar mais caro de toda a viagem.

Essa é a pergunta que todo mundo me faz desde que voltei de viagem e minha resposta era sempre a mesma: eu não sei! E realmente não sabia, fiz todo o controle de custos da viagem usando o aplicativo Trailwallet, que recomendo bastante. Através do aplicativo eu podia acompanhar minha média diária de gastos e o valor gasto até ali, mas não tinha organizado essas informações ainda desde que voltei, hoje foi o dia!

Mas os números e os valores por si só não dizem muito, é preciso explicar um pouco como tudo isso aconteceu, por isso estou criando essa série de posts: “Quanto gastei no mochilão pela América do Sul”, onde pretendo explicar porque gastei esse valor na viagem e porque é possível fazer a mesma viagem com muito mais ou muito menos dinheiro… depende de você.

Nesse primeiro post vou falar um pouco sobre os custos de forma geral, os países que gastei mais, aqueles que gastei menos e porquê. Nos posts seguintes vou detalhar o custo por países, com mais detalhes sobre atrações e destinos. Vamos lá.

Quanto gastei em 180 dias e 7 países

Antes de tudo acho importante informar que todos os valores nesse post são em dólares, que é a moeda que mais usei na viagem. Enquanto me planejava para viajar fui comprando dólares toda vez que podia e o valor estava favorável, de forma que cheguei a comprar dólar por R$3,30 e no dia que viajei o dólar estava R$4,05 nas casas de câmbio, então isso ajudou bastante. Outro ponto importante, eu não adicionei as passagens aéreas pois emiti todas elas com milhas, mesmo o trecho de ida e volta para Galápagos, foi tudo por milhas.

Dito isso, vamos aos números, nos 180 dias eu gastei US$ 9864,00. Uma média diária de US$54,70.  Os números são altos e podem assustar, afinal de contas nessa viagem encontrei com pessoas que fizeram um roteiro parecido com US$15 por dia e também encontrei pessoas com um budget de US$70, então porque essa diferença toda?

Porque a minha viagem saiu mais cara do que outros mochilões por aí?

Existem algumas razões, claro

  • Primeiro de tudo é o meu estilo de viagem, acabei gastando mais em acomodação pois eu evitava ficar em hostel com quarto compartilhado Diversas vezes fiquei em hotel e algumas vezes cheguei a alugar o apartamento inteiro no Airbnb, pois estava sentindo falta daquele clima de “ficar em casa”.
  • Minha viagem incluiu alguns lugares onde os custos são mais altos, como por exemplo Atacama, onde fiquei 7 dias e fiz diversos tour pagos, já que não dava para fazer por conta, e também Galápagos, onde os tours são mais caros já que todos são feitos de barco.
  • Podemos acrescentar aqui também meu gosto pela boa culinária, ou em bom português, eu gosto de comer e beber e gastei muito dinheiro com isso mesmo e não me arrependo. Hahaha.

Com o que eu gastei mais dinheiro?

Nada melhor do que uma tabelinha para responder essa aqui, e reforçar o que falei lá em cima, gastei uma grana com hotel e comida:

Atividade % do orçamento
Passeios 33%
Acomodação 26%
Comida 17%
Transporte 10%
Supermercado 4%
Entretenimento 4%
Celular 3%

Contrariando expectativas o meu maior gasto foi com passeios, e principalmente por conta dos passeios no Atacama e Galápagos, que são mais caros e eu fiz bastante coisa para aproveitar ao máximo. Nos próximos posts da série eu explico com mais detalhes sobre os gastos no Chile e em Galápagos.

Um gasto interessante para comentar é o de celular, que representou US$280 nesses 6 meses, eu gasto bastante internet, e os chips internacionais de viagem tinham um custo alto e o serviço ruim na América do Sul, então optei por comprar um chip em cada lugar. O lugar onde gastei mais com internet foi na Colômbia, foram US$4,07 por dia, principalmente porque a oferta de wifi era bem fraca ai usava mais o pacote de dados, por outro lado o lugar onde gastei menos com celular foi o Chile, pois além do pacote de dados ser barato, a oferta de wifi público era boa.

O país onde mais gastei dinheiro?

No entanto a internet era a única coisa mais barata no Chile mesmo. Pois em todo o resto o Chile acaba sendo o mais caro mesmo. Todo mundo sempre falou que o Chile era super caro, mas eu desacreditei, precisei ir e provar que é caro mesmo.

No Chile minha média diária de gasto foi de US$70 e foi onde fiquei 50 dias! Mas calma, tem uma explicação. No sul do Chile eu até consegui economizar um pouco, trabalhei em troca de hospedagem e cozinhei bastante, mas quando cheguei em Santiago encontrei com alguns amigos e por lá tivemos vida de turista padrão, ficamos em hotel chic, fizemos muitos passeios, inclusive Valle Nevado que é caríssimo. No Chile também tem o Atacama, onde a hospedagem era um pouco mais cara e os passeios também (incluindo Salar do Uyuni). Mais detalhes dos custos no Chile no próximo post da série.

E onde eu gastei menos?

Sei que a aposta na Bolívia aqui é grande, mas o grande vencedor é o Equador. Na Bolívia eu acabei investindo mais em hospedagem e alimentação, já que os relatos de problemas com ambos me assustavam (inclusive foi na Bolívia minha única infecção alimentar da viagem), mas mesmo com toda essa ostentação, gastei US$46,00 por dia na Bolívia. Nosso vencedor da economia, o Equador, teve um gasto médio diário de US$38. O Equador é um país com a economia dolarizada, ou seja, o Dólar é a moeda oficial lá, mas isso não quer dizer que as coisas são caras, muito pelo contrário, depois de passar por diversos lugares com aquelas moedas cheias de “zero” era reconfortante fazer uma refeição por US$3, simples assim, sem muitos “zeros”.

Mas esse gasto é considerando apenas o Equador continental, para Galápagos eu fiz uma conta a parte, já que é de longe o lugar mais caro da viagem, por lá o custo diário ficou em US$142.

Imagino que vocês tenham muitas dúvidas sobre os gastos ainda, mas esse é só o primeiro post da série, nos próximos trago mais detalhes por país.

INFOGRAFICO CUSTO DE VIAGEM (1)

Onde ficar em Medellin?

Medellin é uma cidade encantadora, porém é uma cidade grande, a segunda maior cidade da Colômbia, são mais de 2,5 milhões de habitantes na região metropolitana. Por isso é importante escolher direitinho onde ficar para não ter nenhum stress em sua viagem. Vou separar aqui para vocês algumas dicas importantes e também compartilhar minha experiência no Wandering Paisa Hostel.

1. Onde não ficar em Medellin

Ficar hospedado no centro de Medellin pode parecer bem tentador a princípio, afinal de contas as hospedagens aqui são mais baratas e você ficaria muito próximo de diversos pontos de interesse. No entanto ficar no centro de Medellin pode ser uma grande furada, essa região durante o dia é como o centro das grande metrópoles brasileiras, movimentado, pessoas vendendo de tudo, alguns batedores de carteira mas também muito policias, enfim, tem de tudo, mas a noite a paisagem muda e o espaço fica muito vazio, embora já não seja tão perigoso como era antes da revitalização da cidade, andar pelo centro a noite não é recomendado, por isso se hospedar por lá pode prejudicar a sua experiência de viagem em Medellin.

2. Fique próximo a uma estação de metrô

Medellin é a única cidade da Colômbia que conta com sistema de metrô, e aqui funciona super bem e é uma ótima opção de transporte, então quando for escolher sua hospedagem leve em conta que ficar próximo a uma estação de metrô pode facilitar bastante a sua vida!

3. Os melhores bairros

  • El Poblado

O bairro de “El Poblado” é com certeza o bairro mais frequentado pelos turistas em Medellin. O bairro fica na região sul da cidade e a oferta de hospedagens aqui é bem ampla e variada, tem para todos os gostos e bolsos. Mas cuidado porque o bairro de “el Poblado” é grande, e você pode acabar ficando em uma região não tão interessante. Por isso vale apontar dois pontos de interesse no bairro: a estação de metrô e o Parque Lleras. Ficar próximo a estação de metrô é ótimo, pois você evita algumas subidas e decidas e ladeira no caminho entre o hostel e o metrô. O Parque Lleras é a estrela da noite de Medellin (ao menos para os turistas), é uma rua fechada com uma grande quantidade de bares e restaurantes que fica muito agitada durante a noite, então se hospedar próximo dessa região é uma boa pedida para quem está afim de um agito noturno.

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  • Laureles

Laureles é outro bairro muito legal para você ficar em Medellin, eu fiquei por aqui e gostei bastante, conto a vocês o porquê. Laureles é um bairro que mistura um pouco de tudo, é um bairro residencial, então você pode encontrar facilmente supermercados, padaria, farmácias e tudo o mais, e vai encontrar também os habitantes da cidade nesses lugares, é como se você tivesse a experiência de estar morando em Medellin por alguns dias. É um bairro de classe média alta, arborizado e muito seguro, com ruas planas e bem sinalizadas, muito fácil de se locomover por lá.

A estação Estádio do metrô fica nessa região, e como você pode imaginar pelo nome da estação, o Estádio Atanasio Girardot, o mais importante da cidade, também fica por aqui. Aos domingos essa região próxima ao estádio fica particularmente interessante, nesse dia as ruas ao redor são fechadas para que as pessoas possam praticar esportes e passear, o complexo esportivo do estádio se enche de atividades para os moradores, quando estive por lá estava acontecendo um campeonato de video game em um dos ginásios, com entrada gratuita ao público.

Durante a noite a Carrera 70 é o point da região, é onde se concentram os bares, restaurantes e muito vendedores ambulantes de comida que fazem alguns lanches incríveis, a rua é agitada todos os dias da semana, com público mesclado entre turistas e moradores do bairro.

Reserve sua hospedagem em Lauretes

4. Onde me hospedei

A hospedagem em Medellin foi um convite do Wandering Paisa, mas não custa lembrar que tudo que posto aqui é sempre minha opinião honesta e sincera, se eu não gostar de algo, eu vou falar.

O hostel fica no bairro de Lauretes que comentei acima. Eu adorei a localização, tem muito a ver com o meu estilo de viagem, durante o dia é tranquilo, mas a noite se transforma e você pode facilmente encontrar bons lugares para beber e comer a pé.

O staff do hostel é incrível, são super bem treinados e me ajudaram a encontrar tours interessantes pela cidade, além de mostrar como chegar em Guatapé sem precisar contratar uma agência, economizei uma boa grana com as dicas deles.

Durante a noite você nem precisa sair do hostel para se divertir, eles possuem um bar bem legal com preços bem justos e alinhados com os bares da região, sem falar nas diversas atividades que são organizadas por lá, eu mesmo participei da aula de salsa, coloquei essa vergonha alheia lá no Instagram!

Eu fiquei em um quarto individual com banheiro privado, o chuveiro foi um dos melhores que encontrei pela viagem, forte e com a água sempre quente! O ar condicionado também é uma estrela aqui, peguei uma época de muito calor em Medellin e ter um ar condicionado funcionando a noite toda parece um sonho! A cama era muito confortável e o quarto muito espaçoso.

Vale a pena ficar no Wandering Paisa?

O hostel já ganhou o prêmio de “melhor hostel de Medellin” pelo HostelWorld, então isso já diz muito, mas no meu ponto de vista especial o Wandering Paisa tem tudo que eu gosto e acho fundamental para uma boa estadia, a localização é perfeita, o quarto é confortável. Eles tem um bar com cerveja boa e gelada lá dentro, diversas atividade para integrar os hóspedes, inclusive algumas noites com karaôke, mas isso não interfere no descanso durante a noite, já que eles são rígidos com o horário de silêncio nas áreas comuns. Mas um desses lugares perfeitos para você que gosta do clima de hostel!

Wandering Paisa Hostel

Onde ficar em Cali?

Cali, ou Santiago de Cali, é a capital do Departamento de Vale do Couca e também a terceira cidade mais populosa da Colômbia, são 3,5 milhões de pessoas na zona metropolitana. Com isso você consegue ter uma ideia do tamanho de Cali e da importância de escolher um lugar legal para ficar.

São 2 bairros que concentram as atividades e atrações turísticas, vou falar um pouco o que vi e o que achei de cada um deles:

San Antonio:

Esse é o bairro turístico mais central e tradicional de Cali. Muito próximo do centro da cidade em si, aqui você encontra casas pequenas e coloridas no estilo colonial, uma arquitetura que dá um charme ao local. É também uma região muito boêmia com bons bares, restaurantes e opções de hospedagem. A hospedagem nessa região costuma ser mais barata, mas nem sempre é a mais confortável.

Durante o dia San Antonio pode ser o “centro das atenções” afinal de contas grande parte das atrações turísticas e agências ficam próximas daqui, mas durante a noite o bairro fica um pouco mais vazio e não é muito convidativo para um passeio, embora concentre bons bares em alguns pontos, algumas ruas ficam um pouco vazias e escuras a noite.

Encontre uma hospedagem em San Antonio

Granada

Granada é outra boa opção de hospedagem em Cali. Esse já um bairro mais novo, um bairro luxoso, onde a parcela mais abastada da população vive, por isso está repleta de lojas de grife, bons e renomados restaurantes e boas opções de hospedagem. Esse espaço ainda está começando a ser descoberta pelo mercado hoteleiro, por ainda não existem muitas opções de hoteis como em San Antonio, por exemplo, mas as hospedagens aqui costumam ser mais confortáveis e com um “Q” de requinte.

Durante o dia o bairro é bastante tranquilo, mas é durante a noite que ele se destaca. As noites por essa região estão ficando cada vez mais famosas e frequentadas. São diversos bares e restaurantes badalados frequentados por locais e também por turistas.

Encontre uma hospedagem em Granada

Onde eu me hospedei

Em Cali eu aceitei o convite do Caelum Hostel para passar 2 noites com eles, vou contar um pouco para vocês como foi a experiência e compartilhar minha opinião sobre o hostel. Lembrando que tudo que tudo que posto aqui é sempre minha opinião honesta e sincera, se eu não gostar de algo, eu vou falar.

A localização

Esse para mim é o grande trunfo do Caelum Hostel, eles estão localizados numa região bem central, entre San Antonio e Granada. Isso permite que durante o dia você possa ir andando para as atrações do centro histórico e locais de partida dos tours e a noite você também pode ir andando para Granada, onde fica a maior concentração de bares e restaurantes. O bairro é seguro, dá para caminhar tranquilamente durante a noite e também super fácil de acesso de táxi e transporte público, embora o transporte público não seja muito fácil em Cali. Endereço do hostel: Avenida 4 Norte No 9-47,Cali

O Hostel

O hostel tem um clima bem legal, grande parte do staff é composta por viajantes que estão sempre dispostos a ajudar no que for preciso. As camas são confortáveis e os quartos possuem ventilador, o que pode ser bem útil em algumas noites na Colômbia. O número de banheiros parecia pequeno pro tamanho do hostel, inclusive eles tem uma placa falando sobre isso (foto abaixo), mas enquanto estive lá o hostel estava cheio (não estava lotado) e os banheiros estavam sempre limpos e nunca estavam cheios ou com fila de espera, por exemplo. A cozinha fica em uma espaço aberto próximo a varanda, assim da para interagir com as outras pessoas enquanto está cozinhando.

Diversão

Devo dizer que uma das coisas que mais gostei no hostel foi o Bar que eles tem lá. O bar fica em uma área aberta, na parte de trás do casarão, é quase um jardim bastante convidativo para tomar uma cerveja, ou duas ou mais. O hostel também disponibiliza aulas de salsa gratuitas em alguns dias da semana, é uma atividade divertidíssima e ótimo para conhecer mais gente.

Minha avaliação

O Caelum Hostel é um hostel clássico, não tem a “impessoalidade” das grandes redes, aqui você fica amigo do staff, conversa com eles. O time está sempre aberto para feedbacks e estão trabalhando para ter um hostel cada vez melhor. Se você gosta do clima de hostel, de conhecer gente nova, não faz questão de muita formalidade no atendimento e está procurando um lugar com uma localização que te permita fazer quase tudo andando e sem gastar muito, pode ir no Caelum Hostel sem medo.

Caelum Hostel Cali

Potosí, o tesouro prateado da Bolívia

Ir ou não ir para Potosí?!?!

Na hora de montar o roteiro, entre inúmeras pesquisas, leitura de blogs e tudo mais, uma dúvida persistia: ir ou não ir até Potosí?

Depois de atravessar o Salar do Uyuni, Sucre seria uma parada certa, mas entre Sucre e Uyuni havia Potosí. Pesquisei bastante sobre a cidade, muita gente falando que não valia a parada, mas por outro lado havia um pessoal falando que valia passar 1 ou 2 dias lá… Minha maior vontade de conhecer Potosí vinha graças ao livro “As Veias Abertas da América Latina”, onde Eduardo Galeano usou a cidade como um dos maiores exemplos da exploração espanhola no nosso continente… Coloquei isso na balança e decidi passar 3 dias em Potosí. Tudo que posso dizer é: ainda bem que segui meus instintos.

Potosí, o Cerro Rico e a Exploração Espanhola

Potosí era a cidade mais rica das Américas na época da colônia graças às frutíferas minas de prata, chegou a ter 170 mil habitantes, mais do que Rio ou Madrid na época. No século XVII metade de toda a prata que circulava no mundo tinha saído de Potosi, diversas lendas surgiram sobre esse período, há quem diga que as ruas da cidade eram cobertas de prata ou mesmo que usando toda a prata que havia na cidade daria para construir uma ponte ligando Potosí a Madrid.

A cidade é tão emblemática que o termo “Vale um Potosi” virou uma referência para algo que valia bastante, inclusive o termo é usado no livro “Dom Quixote”

O Cerro Rico era o epicentro de toda essa efervescência econômica, era desse morro ao lado da cidade de Potosí que saia toda a prata que era usada para cunhar moedas para a Espanha (falamos sobre isso mais pra frente). Toda essa riqueza trouxe prosperidade e atraiu pessoas importantes para a cidade, conseguimos observar isso facilmente caminhando pelas ruas ou visitando as igrejas da cidade, muitos casarões do período colonial resistem de pé, apesar da falta de manutenção, a riqueza de detalhes das igrejas reforça a importância que essa cidade tinha para a coroa espanhola.

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Cerro Rico ao fundo

No entanto, claro que tirar prata das minas não era um trabalho fácil e muita mão de obra era requisitada, aqui alguns historiadores e pesquisadores trazem versões diferentes sobre as condições de trabalho no processo de mineração e cunha das moedas de prata. O fato é que os trabalhadores envolvidos nesse processo não eram escravos, aos moldes de escravidão que tínhamos no Brasil, mas viviam uma condição análoga a escravidão. Eles recebiam pelo seu trabalho, mas não era um valor justo, trabalhavam muitas horas e em condições muito degradantes, estimasse que mais de 6 milhões de nativos e negros morreram em decorrência das condições degradantes de trabalho nas minas do Cerro Rico.

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A prata começa a acabar no século XIX e aí a cidade começa a mudar. As pessoas começam a partir, a instabilidade política toma conta, em seguida acontece a Independência da Bolívia, o povo boliviano não conseguiu usufruir da prata de sua terra, restou a crise política e social causada pela exploração.

O que fazer em Potosi?

O período colonial recheado de prata deixou uma herança cultural rica em Potosi, são belíssimas igrejas, conventos e museus com muita história para contar.

Um bom lugar para começar é a Praça 10 de Noviembre, que é basicamente a praça principal da cidade, que leva esse nome em homenagem a data que os potosinos se rebelaram contra o governo espanhol, por ali você vai encontrar também alguns pontos que valem a visita, como a Catedral Metropolitana e o Obelisco Potosi.

Obelisco de Potosi
Obelisco de Potosi e Catedral a noite

A Igreja de San Francisco também é próximo a praça Praça 10 de Noviembre e encanta logo pela fachada sua fachada toda de pedra. Por ali também encontramos o Mercado Central, que ao menos para mim é sempre um ponto de interesse nas cidades, ali encontramos as frutas típicas, locais barganhando com os comerciantes e sempre tem uma refeição barata, para os mais corajosos.

Igreja de São Francisco
Igreja de São Francisco

 

Conhecendo as minas de prata

Um dos tour mais famosos de Potosi é para conhecer as minas de prata do Cerro Rico, na realidade  hoje em dia nem são mais minas de prata, senão de outros minérios como cobalto. O tour permite que você passeie pelas minas enquanto os mineradores trabalham, é um passeio bastante procurado.

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Eu optei por não fazer esse passeio, as condições de trabalho nas minas ainda são muito críticas, muitas pessoas trabalham sem os devidos materiais de segurança e o contato constante com o minério ali produzido causa sérios danos a saúde, definitivamente esse não é o tipo de experiência que procuro em minhas viagens. No vídeo abaixo eu falo um pouco mais sobre isso:

O dia em que cunhei minha própria moeda de prata

Um dos passeios mais legais que você vai encontrar em Potosi é o museu Casa Nacional de La Moneda, ou a fábrica de moedas de Potosi. O museu é muito bem conservado e a visita é guiada, e por isso riquíssima em aprendizado, o prédio do museu é onde funcionava a antiga casa da moeda de Potosi, onde toda a prata que saia do Cerro Rico era transformada em moeda para ser enviada para a Espanha. Durante os anos o processo de cunha da moeda passou por algumas evoluções, e nesse museu você consegue ver isso muito claramente. Aqui também aprendemos sobre algumas lendas que envolvem a criação do símbolo de “$” e o envio das moedas para a Europa. Um dado interessante é que durante o período colonial Potosi produzia grande parte das moedas de prata que os espanhóis usavam como dinheiro, hoje em dia a Bolívia não consegue produzir nem seu próprio dinheiro, as moedas são sim produzidas na Bolívia, mas as notas de Bolivianos (moeda local) são fabricadas no Canadá e na França.

No final do tour você pode comprar uma verdadeira moeda de Potosí e cunha-la você mesmo com os símbolos que escolher, o valor da atividade varia de 25 a 100 bolivianos, dependendo do tamanho e material da moeda, mas com certeza é uma lembrança única e uma experiência diferente. Abaixo um vídeo do momento que cunhei minha moeda, que me acompanha até hoje como um amuleto.

Onde se hospedar em Potosí?

Um dos melhores lugares para ficar é próximo a Praça 10 de Noviembre, ali você está próximo das principais atrações, boas opções de restaurante e dos táxis que são o principal meio de locomoção para turistas dentro da cidade. O transporte público é um pouco confuso e desconfortável e como os táxis são bem baratos, vale a pena. Mas lembre-se sempre de acertar o preço com o motorista antes, afinal não tem taxímetro por aqui.

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O que eu achei de Potosí?

Potosí foi a minha primeira “vivência” de Bolívia, assim nua e crua. Eu estava vindo de San Pedro do Atacama no Chile, passeio pelo Deserto do Uyuni e ali já pude ver que as coisas na Bolívia eram bem diferentes do Chile, em Potosí isso apenas se confirmou. O nível de conforto é menor, o transporte entre cidades e dentro das cidades é um pouco mais confuso, mas isso é contornado por um povo muito solicito sempre, disposto a ajudar e mostrar o caminho das pedras. Eu achei a cidade um pouco parada a noite, sem muitas opções para sair. Aqui vale também tomar muito cuidado com a altitude, Potosí está a mais de 4000m e conseguimos sentir isso facilmente caminhando pela rua. De forma geral achei a cidade segura, não escutei relatos de assaltos ou situações de violência, mais uma cidade da América do Sul que eu me sinto mais a vontade andando com meu celular do que em São Paulo.

Por enquanto é isso, acompanhem tudo no instagram: @demochila_nomundo e boas viagens.

Conquistando o que a infância sonhou

Minha educação musical sempre foi muito eclética, por isso não tenho vergonha de dizer que às vezes me pego escutando coisas bizarras, como Roupa Nova… e tem uma das músicas deles (que eu nem gosto muito na verdade) que fala “eu compro o que a infância sonhou”. Sempre achei essa frase muito forte, é como se isso fosse a prova de todo êxito na vida! Poder comprar tudo que se sonhou quando criança… para alguns é a casa da Barbie, pra outros as versões reais dos carrinhos da Hot wheels. Para mim o grande problema dessa frase é que ela da um ênfase muito grande em “ter”, e isso pra mim nunca foi mensurável de sucesso…

Talvez o problema dos adultos é que eles esquecem o que de fato queriam quando crianças e acabam correndo atrás de coisas sem sentindo. Eu tenho alguns flashs… Me lembro que quando eu era criança que ficava vendo aviões passando bem distante pela janela de casa, tão longe que pareciam um estrela cadente para a qual eu fazia um pedido: queria estar ali dentro, poder voar pra diversos lugares. Sempre me pegava invejando a liberdade de quem estava ali dentro do avião, sempre voando de um lado pro outro… enquanto eu tava presa em uma realidade que parecia pequena demais pra mim.

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Por isso eu sonhava… brincava sozinha no imenso quintal de casa, imaginando que as samambaias eram espécies raras de plantas carnívoras, os montes de areia e pedra eram o Everest ou o Aconcágua e cada canto daquele quintal reservava um encanto diferente.

Na minha cabeça, minhas tardes eram como episódios do Globo Repórter (único documental que eu assistia).

Hoje eu estou em Galápagos, um desses lugares que a maioria das pessoas só vai conhecer pelo Globo Repórter ou algum documentário da BBC.

Estou aqui, vendo de perto todos aqueles animais que eu vi pela primeira vez nas páginas amareladas de um dos livros da série Enciclopédia Life, da revista Time, páginas que eu folheava com o encanto de quem descobre um mundo novo, sempre pensava: “como pode existir algo assim no planeta?!?!”. Aqui eu pude estar entre as Tartarugas Gigantes de Galápagos, nadar com os leões marinhos e tubarões, pude viver esses momentos com o mesmo deslumbramento daquela criança que folheava páginas amareladas da enciclopédia, e que não acreditando que poderia existir algo assim no mundo, preferiu ir lá e ver de perto.

Hoje eu entendo o pessoal do Roupa Nova, talvez a letra não seja sobre a importância de possuir coisas, mas sim sobre conquistar o que é necessário para realizar seus sonhos de criança. É realmente uma sensação de vitória pessoal incrível poder realizar seus sonhos! É como se toda vez que a gente olhasse para o nosso carro ou casa dos sonhos (no meu caso, serão as fotos e lembranças desses dias em Galápagos) a gente fosse automaticamente transportado para anos atrás, quando ainda éramos criança e não tínhamos a mínima ideia da complexidade da vida.

Talvez, no final das contas a vida não seja sobre possuir coisas, mas sobre conquistar seus sonhos, muito além de realizar, conquistar exige luta e trabalho, não é fácil. Para quem ainda não teve oportunidade de experimentar essa sensação de viver um sonho de criança, eu sugiro que o faça, tenho a impressão que esse é o genuíno gosto da felicidade.

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Caldera, parece Caribe, mas é só o Pacífico

Caldera é uma daquelas cidades que toda vez que eu falava que ia visitar as pessoas me perguntavam: o que você vai fazer lá?

A resposta é simples, eu queria conhecer Baia Inglesa, uma pequena praia de águas claras (e geladas) que fica ali perto daquela cidade. Tirando isso, pouco há para fazer na cidade. A alta temporada é o verão, quando as praias ficam cheias e as agência locais fazem tours diários para a “Mina de los 33”, a mina onde os 33 mineiros chilenos ficaram presos e que foi até tema de filme, dizem que é um passeio legal a se fazer, mas não tive essa oportunidade, pois em agosto, quando estive por lá, os tours não estavam saindo.

Então o foco total era conhecer Baia Inglesa.

Os táxis coletivos partem da praça principal da cidade para Baia Inglesa, em uma viagem que dura 5 minutos e é bem barata. Na baixa temporada e ainda dia de semana, a praia estava vazia, mas mesmo sem sol e calor dava pra apreciar a beleza daquelas águas claras e tirar belas fotos.

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Lá também tive a oportunidade de comer vieiras vivas, uma experiência no mínimo interessante. (sim, estavam muito boas!! Parece um pouco as nossas outras vivas de Santa Catarina, porém um pouco mais adocicada)