Puerto Varas e o Vulcão Osorno

A primeira parada no Chile é em Puerto Varas, pequena cidade com cerca de 40 mil habitantes no sul do País, na região conhecida como “Los Lagos” e como vocês podem imaginar, existem muitos lagos por aqui, o lago que margeia a cidade Puerto Varas é o Llanquihue, nome de origem Mapuche, que significa “lugar afundado”. O lago é enorme, com uma área de 860 km² e margeia diversas cidades da região.

Da orla de Puerto Varas conseguimos avistar dois vulcões, o Calbuco e o Osorno. O Chile é um dos países com mais vulcões no mundo, são mais de 2500 ao total, 95 deles ativos e 45 com atividade constante que são monitorados regularmente pelos órgãos competentes. O Chile está justamente na borda de duas placas tectônicas, a Placa Sudamericana e a Placa de Nazca, isso explica a grande atividade sísmica na região, a existência dos vulcões e até mesmo a própria Cordilheira dos Andes.

Aconteceram na região de Los lagos algumas atividades vulcânicas recentes, mas todas sem vítimas fatais. Em 2008 houve a erupção do Vulcão Chaitén, que estava adormecido há muito tempo e poucos esperavam que voltasse a ativa, a cidade que leva o mesmo nome que fica aos pés do vulcão foi uma das que mais sofreu com a erupção, mas todos conseguiram sair a tempo.

Em 22 de abril de 2015 o vulcão Calbuco entrou em erupção, esse muito mais próximo a Puerto Varas, as colunas de cinza chegaram a 15km de altura, espalhando cinzas por toda a região. Ninguém morreu, mas o peso das cinzas sobre as casas de madeira causou danos estruturais em diversos imóveis da cidade.

Mas o vulcão que a gente foi visitar é o maior e mais imponente da região, e que não tem nenhuma atividade relevante desde 1835, por isso ele parece apenas com uma grande montanha inofensiva. Osorno hoje é um grande centro de ski e atividades na neve, no dia da visita não dei muita sorte pois estava chovendo e ventava muito (algo que é muito comum na região no inverno), isso prejudicou um pouco a visibilidade sem falar no frio absurdo.

Apesar de parecer uma grande montanha, durante a subida de carro até o centro de ski somos lembrados a todo momento que aquele é sim um vulcão. O Osorno possui cerca de 20 crateras laterais, que podem sim sofrer pequenas erupções separadamente da cratera principal, durante todo o caminho passamos por algumas dessas crateras, muito embora pareça apenas um monte de mato e um buraco no chão, é de fato uma cratera vulcânica.

Quanto ao passeio no centro de ski de fato, é difícil dar uma opinião já que fui em um dia muito encoberto e com chuva. Então a primeira dica é: melhor ir em um dia de céu aberto!

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O passeio até o vulcão custa em torno de 20.000 pesos chilenos (120 reais) em uma das maiores agências da cidade, a Turistour. Chegando lá você ainda tem que pagar para subir nas “aerossillas”, as cadeirinhas até o topo da montanha, aí são mais 16.000 pesos (95 reais), caso queira fazer atividades na neve como “skibunda” ou descer nas boias por exemplo, há um custo adicional também.

Como é um centro de ski, tem muitas pessoas praticando o esporte, mas não vi nenhum espaço para aulas ou aluguel dos equipamentos, talvez porque o dia estava bem feio e o parque estava bem vazio.

O passeio dura metade de um dia, e quando o tempo está aberto proporciona uma vista maravilhosa para o Lago Llanquihue.

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