La Serena, pra ficar bem pertinho do céu

Essa viagem é cheia de surpresas, mas acho que isso faz parte! E ainda bem…

La Serena foi uma grande surpresa, passei pela cidade sem planos e sem saber o que me esperaria. Sabia pouquíssima coisa, só chegando lá fui pesquisar um pouco mais e descobri oportunidade incríveis.

Minha falta de planejamento me impossibilitou de conhecer a Isla Damas, uma ilha que fica próxima a La Serena, com passeios diárias saindo da cidade, inclui navegação, passeio a pé e é possível ver diversas espécies marinhas por lá, como pinguins e leões marinhos… mas as ilhas fecham as segundas, que era o único dia que teria livre para visita-las.

Mas tudo bem porque outros dois lugares incríveis estavam a minha espera, lugares que eu nem sabia que existiam.

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O Embalse Puclaro

Aparentemente os chilenos curtem transformar os reservatórios de água deles em belas obras que proporcionam belas vistas, foi assim no Embalse el Yeso em Santiago e é assim no Embalse Puclaro em La Serena. O acesso ao embalse é muito fácil, ele fica na beira da estrada entre La Serena e Vicuña, basta pegar um transporte público rumo a Vicuña e pedir para descer no Embalse, não tem erro. A vista lá é de tirar o fôlego, um lago artificial cercado por montanhas, deixo que as fotos falem por si.

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Um paraíso para quem ama estrelas.

Vicuña é uma pequena cidade próxima a La Serena, que é um verdadeiro paraíso para quem gosta de observar as estrelas. A altitude, somada ao tempo seco fazem com que essa região tenha uma ótima visibilidade do céu. Pessoas de todo o mundo viajam até esse pedaço do Chile apenas para observar as estrelas. Existem tours que saem de La Serena diariamente para fazer a observação do céu em poderosos telescópios na cidade de Vicuña, já alerto que o tour astronômico aqui é muito mais completo do que no Atacama e rende belas fotos.

A Via Láctea
Uma visão tão perfeita do céu que parece que dá pra tocar na Via Láctea

Santiago, a parada tão esperada.

Santiago era uma parada muito esperada, não tanto pela cidade, mesmo ela sendo encantadora. Mas porque aqui me encontraria com um grupo de amigos muito próximos e com eles passaria alguns dias.

Santiago foi então o momento de “turistar”. Menos passeios por conta própria e mais tours, drinks em barzinhos legais e bons restaurantes, em uma viagem longa é importante variar o ritmo também, ajuda a fugir da monotonia.

A capital do Chile é cheia de coisas para se fazer, essa era minha segunda visita, a primeira mais voltada para cultura, museus centro da cidade e tudo mais. Dessa vez tive tempo de curtir coisas novas cidade, principalmente a neve (essa não é na cidade de fato, mas enfim…)

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A noite de Santiago é agitada, mas 2 lugares chamaram a atenção. O já clássico Pátio Bellavista, uma espécie de “shopping center” ao céu aberto, mas só com bares e restaurantes… e o Jardin Mallinkrodt, esse uma grata novidade, um bar também a céu aberto com uma ótima carta de vinhos interessante e ótimas opções de comida.

O mais esperado

Mas pelo menos pra mim, a grande expectativa de Santiago, além de encontrar meus amigos claro, estava em poder esquiar! Era minha primeira vez esquiando e a ansiedade tomava conta… essa ansiedade que estava não apenas em mim, mas também em meus amigos fez a gente tomar uma decisão precipitada. Na ânsia por uma overdose de neve, optamos por visitar Farellones e Valle Nevado em passeios de dia inteiro em 2 dias diferentes, então seria 1 dia em Farellones e outro no Valle Nevado.

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Nossa idéia era usar as atrações exclusivas de Farellones, como tirolesa e skibunda, durante o primeiro dia e no outro dia fazer as aulas de ski no Valle Nevado.

Pois bem, o que aconteceu de fato: no primeiro dia em Farellones ficamos muito tempo simplesmente tirando fotos na neve, brincado, etc e tal, e só deu tempo de irmos uma vez na tirolesa. No segundo dia gastamos uma nota para entrar no Valle Nevado, onde entrada e equipamentos são mais caros, e fizemos a aula de ski por 2h, depois tivemos mais um tempo para brincar de ski, mas sempre na pista de aprendizado, as pistas pequenas… não tivemos tempo de ir para outras pistas!

Minha sugestão seria se organizar para fazer as aulas de ski em Farellones mesmo, lá é mais barato, as pistas são mais adequadas para quem vai fazer pela primeira vez e precisa aprender. Agora se você já sabe skiar pode ir direto para o Valle Nevado porque vale a pena.

O mais bonito

O Embalse el Yeso é um lugar que ainda não era muito explorado turisticamente em minha primeira passagem por Santiago (2012), as empresas de turismo não faziam esse passeio e a chegada era bem complicada

Agora a realidade é outra, todo dia diversas empresas fazem esse passeio para o Embalse, chova ou faça sol, inverno ou verão. E com certeza você tem que ir! O Embalse é basicamente o reservatório de água para a cidade de Santiago, um lago artificial cercado por montanhas, que no inverno ficam nevadas, uma paisagem incrível e o lugar perfeito para tirar diversas fotos!

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O mais emocionante

Esquiar é com certeza muito emocionante, uma adrenalina imensa, mas nessa visita a Santiago a emoção maior fica por conta do Corinthians. Ajustei a minha “agenda” para poder estar em Santiago para o jogo Colo Colo x Corinthians, pela Libertadores. Seria a oportunidade de ver um jogo do meu time de coração fora do país pela primeira vez.

O resultado não foi dos melhores, derrota por 1×0, mas a emoção de estar novamente cantando no meio da torcida depois de tanto tempo, isso não tem preço.

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Pucón, paraíso no sul do Chile

Pucón é o centro geográfico do sul do Chile, mas é também a o centro turístico da região. A cidade em si é bem pequena, tem uma grande avenida de cerca de 3km onde a maioria dos comércios e agências de turismo de distribuem, a duas quadras da avenida temos a Plaza de Armas e também próximo 2 lagos que banham a cidade.

Vulcao Villarrica

Apesar de pequena a cidade é bastante movimentada, basicamente pelo turismo. Estive por lá no mês de julho, inverno, que é tecnicamente a baixa temporada, mas ainda assim a cidade estava agitada. Nessa época costuma chover bastante por lá, eu tive muita sorte de forma que nos 15 dias que fiquei enfrentei apenas 2 dias de chuva, o dia que cheguei e o dia que estava indo embora.

Mas por que Pucón atrai tanta gente?

Não é a ao acaso a fama de Pucón, apesar de ainda não ser muito conhecida da grande massa de turistas brasileiros que invadem o Chile, a cidade é rica em atividades de aventura e é a queridinha de chilenos no verão e de europeus que buscam conhecer nosso continente durante todo ano.

O que fazer em Pucón?

Como já adiantei, Pucón tem muitas atividades relacionadas a aventura, mas isso não quer dizer que você precise ter um super preparo físico para realizar todas as atividades, mas em algumas o preparo físico vai fazer a diferença.

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O Vulcão Villarrica:

Essa é a principal atividade da cidade. O Villarrica é o vulcão mais ativo do Chile e é possível subir até o seu topo, observar a cratera e com sorte conseguir ver até mesmo a lava dentro da cratera. A subida é bastante cansativa, são até 5 horas subindo e em um caminho com bastante neve, nesse caso o preparo físico faz a diferença. Eu devo admitir que não fiz esse tour, principalmente por conta do preço. A única forma de chegar ao topo é com um tour de alguma das agências da cidade e estava custando 80.000 CLP, ou seja quase 500 reais. Achei um pouquinho pesado! Mas diversos colegas que estavam por lá fizeram e todos dizem que vale super a pena.

Parque Huerquehue

Esse é a segunda grande atração da cidade, o parque fica na realidade a 35km do centro de Pucón, mas é facilmente acessível por transporte público, micro-ônibus saem com frequência da cidade com direção ao parque. No inverno o primeiro ônibus saia as 7h30, o segundo às 10h30… e o último que voltava do parque era às 17h30, a passagem estava 1500CLP. Mas no terminal do “Buses Carbugua”, que é de onde saem os ônibus, você pode perguntar os horários atualizados.

Ônibus Pucon
Micro-Ônibus que faz o trajeto entre a cidade e os parques

Eu peguei o primeiro ônibus, 7h30. Assim que entrei no ônibus o motorista me vem com uma notícia um tanto desoladora, por conta do acúmulo de neve na pista o ônibus não estava indo até o parque e sim deixando as pessoas um pouco antes, 6km distante da entrada. O problema é que esses 6km eram de um subida bastante considerável, que consegui terminar em 1h30!

O parque é um conjunto que trilhas com bastante subida, que permite você observar lagos e ter uma vista panorâmica de toda a região. Algumas pessoas optam por acampar no parque e fazem a trilha mais longa. Para aqueles (a maioria) que vai passar apenas um dia o ideal é fazer a trilha de 7km até os lagos. A trilha é bem sinalizada e da pra fazer sozinho sem problemas, mas tem alguns momento de subidas bem cansativos, nesse caso novamente o preparo físico ajuda. No inverno a parte mais alta fica repleta de neve, o que é muito bonito mas dificulta a caminhada. O parque não tem muita estrutura como banheiros e pontos de hidratação, apesar de cobrar 5000 CLP de entrada, então leve sua água, um lanchinho também vai bem.

Pronto, já falei dos perrengues para chegar lá, mas garanto que vale a pena. É uma trilha com vistas lindas pelo caminho, que cria uma conexão com a natureza única.  Quero poder voltar no verão para fazer a trilha novamente e com certeza encontrar paisagens bem diferentes.

Ojos del Caburgua e Playa Blanca

Essas são as atrações mais próximas do centro e mais fáceis de chegar. Ojos del Caburgua é um parque a cerca de 20km do centro de Pucón, os ônibus que vão para lá também saem do terminal de Buses Caburgua (na realidade todos os ônibus turísticos saem daqui), mas esses saem com mais frequência, sem horários específicos, basta pergunta a algum motorista que estiver por lá qual ônibus passa no parque e pedir para descer lá, a passagem é 1000CLP e você desce a 300m da entrada do parque, mas é tudo bem sinalizado. O valor da entrada é 2.500 CLP e lá dentro você pode percorrer os “sanderos” (escadas) e trilhas que beiram o rio Caburgua e suas cachoeiras, que não são tão grandes mas a cor da água é impressionante.

Saindo de lá, exatamente onde o você desceu do ônibus, por mais 1000CLP você pode pegar outro ônibus até a Playa Blanca, que fica mais 20km para frente. Essa praia é o principal atrativo da região no verão, quando dizem que ela fica cheia parecendo Copacabana, como estive lá no inverno a tranquilidade imperava.

Dali mesmo você pode pegar um ônibus de volta para Pucón, por 1500CLP.

Huilo Huilo

Esse passeio é um pouco mais distante do centro de Pucón e por isso é muito complicado fazer por conta própria e sem carro, por isso optei por fazer um tour de dia inteiro que custou 35000CLP na agência Andismar.

O tour começa cedo, saindo às 7h da manhã, a primeira parada é na cidade de Villarrica, onde podemos observar o lago Villarrica e tirar algumas fotos. Depois seguimos viagem até chegar a Reserva de Huilo Huilo, esse trecho é um pouco mais demorado, mais de 1 hora na estrada, mas vale a pena. A grande atração da reserva são os Saltos de Huilo Huilo, uma das cachoeiras mais impressionantes que já vi. Entrando na reserva ainda é preciso descer alguns degraus até chegar ao pé da cachoeira, mas a vista é deslumbrante.

Saindo dali, partimos para um porto, onde pudemos tirar mais algumas fotos e almoçar. A próxima atração é um complexo de hotéis que fica dentro da reserva e mais uma caminhada leve, até o Salto de La Leona, outra cachoeira surpreendente.

Ainda há tempo para uma parada para observarmos alguns javalis e cervos no parque dentro da reserva.

O passeio vale a pena principalmente pelas duas cachoeiras que são fora de série!

Salto El Claro

Esse é o rolê mais complicado, isso porque o Salto El Claro é um paraíso escondido em Pucón, ainda não é explorado turisticamente e só descobri por indicação do hostel que fiquei. Eles inclusive fizeram um mapa para guiar a chegada, na realidade você vai andando desde a cidade até a cachoeira, em uma caminhada de mais ou menos 10km, mas a maioria no plano, de subida mesmo são cerca de 30 minutos.

A caminhada vale a pena, é importante ficar atento no caminho. Eu fui seguindo apenas esse mapa, achei que tinha me perdido no passo X, na entrada após o posto, mas perguntei para o pessoal que estava por ali e eles confirmaram que estava certa.

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Na volta consegui uma carona, o que facilitou. Novamente reforço que a caminhada vale a pena!!

Santuário El Cañi

Esse é outro passeio que da para fazer de transporte público, com ônibus saindo do terminal Buses Caburgua por cerca de 1500CLP. O ônibus deixa você na entrada do parque e dali pra frente são 9km de trilha com uma vista surpreendente.

Para entrar nesse parque são 4000CLP, mas você recebe um mapa muito útil e a trilha é muito bem sinalizada, inclusive existem alguns pontos de hidratação ao longo da trilha! Assim como o Huerquehue, nesse parque você também pode optar por fazer a trilha mais longa e acampar por lá, embora a estrutura seja bem precária para isso.

Para quem vai por apenas um dia, a trilha ideal é de cerca de 9km que leva até os 3 lagos. Essa trilha tem um grau de dificuldade maior do que as anteriores, é muito mais íngreme e no inverno a neve dificulta bastante, mas também é o parque mais lindo da região, foi minha trilha favorita! É incrível, com certeza quero voltar no verão também!

Termas Geométricas e outras Termas

Com a presença do vulcão aparecem também na região as famosas termas naturais, piscinas com água aquecida naturalmente, e são diversas próximas a Pucón, algumas não são assim tão “naturais”, na realidade são quase piscinas aquecidas em um espaço fechado, eu particularmente acho as termas em ambiente aberto e mais próximas a natureza mais interessantes. Nessa categoria duas se destacam:

  • Terma Pozones, essa mais próxima a Pucón, você pode inclusive ir de transporte público em ônibus que saem do terminal Buses Caburgua. Eu não cheguei a ir nessa terma, mas a entrada dela é mais barata do que a das Termas Geométricas por exemplo, mas também é um ambiente mais “rústico”, sem tanta estrutura.
  • Termas Geométricas, essas são as termas mais famosas da região, e não é por acaso, são realmente lindas. São 17 piscinas com temperaturas entre 37 e 43 graus, sem falar nas cachoeiras (essas de água congelante) que compõem o ambiente, o resultado é um banho de água quentinha em meio a natureza, ótimo para relaxar depois das caminhadas a pesadas em alguns dos parques.

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Tirando esses passeios que são mais distantes do centro, também vale se perder pelas ruas de Pucón, descobrindo as diversas lojinhas e restaurantes que existem por lá, sem falar do pôr do sol da “Playa” de Pucon que é imperdível!

Puerto Varas e o Vulcão Osorno

A primeira parada no Chile é em Puerto Varas, pequena cidade com cerca de 40 mil habitantes no sul do País, na região conhecida como “Los Lagos” e como vocês podem imaginar, existem muitos lagos por aqui, o lago que margeia a cidade Puerto Varas é o Llanquihue, nome de origem Mapuche, que significa “lugar afundado”. O lago é enorme, com uma área de 860 km² e margeia diversas cidades da região.

Da orla de Puerto Varas conseguimos avistar dois vulcões, o Calbuco e o Osorno. O Chile é um dos países com mais vulcões no mundo, são mais de 2500 ao total, 95 deles ativos e 45 com atividade constante que são monitorados regularmente pelos órgãos competentes. O Chile está justamente na borda de duas placas tectônicas, a Placa Sudamericana e a Placa de Nazca, isso explica a grande atividade sísmica na região, a existência dos vulcões e até mesmo a própria Cordilheira dos Andes.

Aconteceram na região de Los lagos algumas atividades vulcânicas recentes, mas todas sem vítimas fatais. Em 2008 houve a erupção do Vulcão Chaitén, que estava adormecido há muito tempo e poucos esperavam que voltasse a ativa, a cidade que leva o mesmo nome que fica aos pés do vulcão foi uma das que mais sofreu com a erupção, mas todos conseguiram sair a tempo.

Em 22 de abril de 2015 o vulcão Calbuco entrou em erupção, esse muito mais próximo a Puerto Varas, as colunas de cinza chegaram a 15km de altura, espalhando cinzas por toda a região. Ninguém morreu, mas o peso das cinzas sobre as casas de madeira causou danos estruturais em diversos imóveis da cidade.

Mas o vulcão que a gente foi visitar é o maior e mais imponente da região, e que não tem nenhuma atividade relevante desde 1835, por isso ele parece apenas com uma grande montanha inofensiva. Osorno hoje é um grande centro de ski e atividades na neve, no dia da visita não dei muita sorte pois estava chovendo e ventava muito (algo que é muito comum na região no inverno), isso prejudicou um pouco a visibilidade sem falar no frio absurdo.

Apesar de parecer uma grande montanha, durante a subida de carro até o centro de ski somos lembrados a todo momento que aquele é sim um vulcão. O Osorno possui cerca de 20 crateras laterais, que podem sim sofrer pequenas erupções separadamente da cratera principal, durante todo o caminho passamos por algumas dessas crateras, muito embora pareça apenas um monte de mato e um buraco no chão, é de fato uma cratera vulcânica.

Quanto ao passeio no centro de ski de fato, é difícil dar uma opinião já que fui em um dia muito encoberto e com chuva. Então a primeira dica é: melhor ir em um dia de céu aberto!

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O passeio até o vulcão custa em torno de 20.000 pesos chilenos (120 reais) em uma das maiores agências da cidade, a Turistour. Chegando lá você ainda tem que pagar para subir nas “aerossillas”, as cadeirinhas até o topo da montanha, aí são mais 16.000 pesos (95 reais), caso queira fazer atividades na neve como “skibunda” ou descer nas boias por exemplo, há um custo adicional também.

Como é um centro de ski, tem muitas pessoas praticando o esporte, mas não vi nenhum espaço para aulas ou aluguel dos equipamentos, talvez porque o dia estava bem feio e o parque estava bem vazio.

O passeio dura metade de um dia, e quando o tempo está aberto proporciona uma vista maravilhosa para o Lago Llanquihue.

Refugio Neumeyer – Caminhada na Neve e o Lago Gelado

Esse é um passeio basicamente de atividades na neve. O Refugio Neumeyer é um espaço que fica a 20km do centro de Bariloche, dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi. Saímos da cidade em uma van tradicional, mais próximo a chegada passamos para um 4×4, que é capaz de atravessar as estradas repletas de neve. Uma experiência bem legal para quem não está acostumado, eu particularmente fiquei encantada com esse percurso da estrada.

A estrada repleta de neve!

Na base do Refugio (sem acento mesmo, pois está em espanhol) temos algumas cabanas climatizadas, onde assim que chegamos pegamos alguns bastões de neve e o pessoal explica como será o dia. O passeio consiste em uma caminhada de cerca de uma hora, morro acima, em uma trilha repleta de neve. São escalados cerca de 200m em 1,5km, então a trilha é bastante fácil. Em nosso grupo haviam crianças, idosos e outras pessoas que não eram grandes esportistas, mas não tiveram problemas em terminar o tour. O guia para diversas vezes para o grupo descansar e explicar um pouco sobre a fauna e flora do parque.

Nessa época do ano, início do inverno, a trilha estava realmente cheia de neve. E esse é o grande atrativo do passeio, poder passear pela neve e em um ambiente completamente diferente do que estamos acostumados.

Fiz o percurso repleta de roupas de neve, por conta do frio, mas como caminhamos bastante comecei a sentir calor e aos poucos fui tirando as camadas de roupa, ficava me perguntando porque tinha levado tanta roupa, bateu algum arrependimento. Mas chegando lá em cima, bate bastante vento e faz muito frio, nessa hora fiquei muito feliz de ter subido todo o morro com toda aquela roupa, foi bastante útil.

No topo são servidos um chá de Rosa Mosqueta (um frutinho típico da região da Patagônia) e alfajor caseiro (um dos melhores que comi na viagem). Temos uma bela vista para o Lago Congelado e o Cerro Challhuaco, se o tempo ajudar né? No nosso caso tivemos sorte, pois assim que chegamos lá em cima o tempo abriu um pouco e conseguimos ver bem o Cerro e tirar algumas fotos.

O tempo abriu um pouco e conseguimos tirar foto do Cerro.

A volta é a parte mais legal, é inevitável algumas quedas na neve e em alguns momentos a única forma de descer é fazendo “skibunda” mesmo, bem divertido.

Na chegada a base do Refugio, foi servido um almoço que já fazia parte do valor pago no tour e tivemos um tempo livre para aproveitar a pequena pista de “cullipatins”, ou skibunda.  Eu devo admitir que fiz o passeio pensando mais nesse momento de diversão na neve, mas foi um período muito curto… nesse caso teria sido melhor conhecer Piedras Blancas.

O almoço está longe de ser aquela delícia, é basicamente um frango com caldo e um arroz.

Quanto custa o passeio?

Esse passeio também fechei com a Natural Travel, custou 2800 pesos argentino (ou 390 reais) com o almoço, mas sem as bebidas. Eu achei um pouco caro, mas esse tour já estava com o preço da alta estação e aí não tem muito o que fazer… As bebidas por lá custam entre 40 e 100 pesos (5-14 reais), tem vinho também! E durante o trajeto um fotógrafo tira fotos de todos e você pode comprar cada uma por 100 pesos (14 reais).

Rota dos 7 Lagos – O circuito grande

A rota dos 7 Lagos é um dos passeios mais requisitados em Bariloche. É um passeio de dia inteiro, um dos que começa mais cedo por lá, a saída é as 8h – isso no inverno significa que o dia nem amanheceu ainda.

No dia que fiz esse tour “dei sorte” de estar nevando, a sorte nesse caso é relativa, pois esse é um passeio contemplativo, ou seja, vamos apenas observar paisagens e a neve intensa altera essas paisagens. Então em um dia sem tanta neve, com certeza as paisagens teriam uma beleza diferente.

Primeira parada em Villa la Angostura.
Muita neve em todas as paradas!

O tour consiste em uma viagem até a cidade de San Martin de Los Andes, 200km ao norte de Bariloche e durante essa viagem são feitas algumas paradas estratégicas nos mirantes dos 7 lagos que nos acompanham pelo caminho, na realidade apenas 5 dos 7 lagos possuem mirante, então de fato são 5 paradas. Os lagos são muito parecidos, mas com uma beleza diferente em cada um deles, a estrada em si também é bastante bonita, então é um ótimo passeio para quem gosta de tirar fotos.

Paisagem cheia de neve, a névoa prejudica a visibilidade.
Uma das “praias” na rota, no verão esse é um espaço para os banhistas… no inverno é só neve mesmo.

A primeira parada é na Villa la Angostura, a 100km de Bariloche. É uma pequena vilinha e essa parada de 20 minutos é apenas para usar os banheiros e comprar alguns lanches. De Villa la Angustura até San Martin de Los Andes são mais 100km, onde acontecem as 5 paradas para apreciação dos lagos. Por volta das 13h chegamos em San Martin, paramos em um restaurante meio carinho para comer, não sei se haviam outras opções próximas, pelo que pareceu, era tudo a mesma faixa de preço.

Em San Martin ficamos cerca de 2h30, para almoço e andar pela cidade. A cidade é bem pequena, bem em frente ao Lago Lacar, que proporciona um belo visual para fotos.

Bela vista para o lago Lacar, em San Martin de Los Andes.

Na volta tem mais uma parada em Villa la Angostura, essa com um pouco mais de tempo para passear pela pequena vila.

Quanto custa o passeio?

Eu fiz com a Natural Travel, paguei 1350 pesos argentinos (cerca de 190 reais), além disso tem o almoço em San Martin que saiu por 470 pesos (ou 67 reais). Achei o passeio meio carinho, mas é um tour de dia inteiro em uma van confortável e com poucas pessoas (não sei se dei sorte)

Quanto gastei em um mochilão de 20 dias na Argentina

O começo da viagem é sempre mais difícil se adaptar, entender que uma viagem de longa duração é diferente de uma viagem de férias por isso os custos diários costumam ser mais altos do que a média ideal. Sem falar que Argentina e Chile são os lugares mais caros da viagem mesmo.

Roteiro da Argentina:

  • Buenos Aires: 8 dias (acabei tendo que ficar um dia a mais do que o programado por conta da greve geral que aconteceu justamente no dia que ia embora)
  • Mar del Plata: 3 dias
  • Bahia Blanca: 2 dias
  • Bariloche: 7 dias

Nesse começo de viagem eu fiz muitas refeições fora e algumas vezes em lugares não muito baratos, isso acabou elevando a média diária também. O fato de estar sozinha também é complicado, com certeza ter alguém para compartilhar as refeições deixa o custo unitário mais barato.

Os dias que fiquei em Couchsurfing em Mar del Plata e Bahia Blanca ajudaram a economizar um pouco.

As passagens de ônibus são um custo considerável, os trechos que fiz na Argentina eram sempre servidos por ônibus na categoria leito ou semi-leito, o que acabou encarecendo um pouco esse ponto da viagem. Mas o conforto em viagens longas também é sempre bem vindo!

Em Bariloche fiz muitos tours, havia a possibilidade de fazer com coletivos, mas o frio não estava convidativo. Bastante complicado aguardar o transporte público em temperaturas negativas, então tive que apelar para os tours fechados mesmo.

O custo diário de 54 dólares ainda está um pouco alto. Os planos agora incluem 15 dias de trabalho voluntário em troca de hospedagem em Puerto Varas e mais 15 em Púcon, já no Chile. Com mais tempo economizando em hospedagem e com a possibilidade de cozinhar a própria comida e sem tantos tours caros, espero conseguir reduzir um pouco esse custo diário.

Minha meta é terminar a viagem com um custo diário entre 35 e 40 dólares.

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Circuito Chico, o city tour de Bariloche

O Circuito Chico, ou Circuito Pequeno, é o passeio básico de Bariloche. Nada mais é do que o “city tour”, onde você passar por um trecho de cerca de 65km de uma vista surpreendente sempre beirando o imenso lago Nahuel Huapi dentro da cidade de Bariloche, parando em pontos estratégicos para tirar fotos e observar o visual, ele é chamado de “Chico” para se diferenciar o circuito maior chamado de “7 Lagos” e que passa também por outras cidades da região. Esse é um passeio que pode ser feito tranquilamente em uma manhã, ou mais se se você preferir.

Como fazer?

Existem algumas opções para realizar esse circuito. A mais comum é fazer o tour com alguma das inúmeras agências que oferecem o percurso, existem realmente muitas agências em Bariloche, mas os preço dos tours são tabelados entre elas, então dificilmente você vai encontrar variações. Você pode também alugar um carro e percorrer o circuito se guiando por um mapa, sem aquela agonia dos “tours” com hora marcada. Uma alternativa é solicitar um taxi e negociar com ele para fazer o trajeto do Circuito Chico, em uma espécie de “tour privado”. E existe também a opção mais barata, que é fazer o percurso em ônibus coletivo, afinal de contas existe uma linha de ônibus que passa pelos principais pontos do Circuito. Eu naturalmente faria o percurso de ônibus, no entanto existem alguns “contras” nesse caso: está bastante frio e fazer o percurso de ônibus significaria passar muito tempo em um espaço aberto esperando o próximo ônibus passar em cada parada, o ônibus não passa em todos os pontos, o que me faria perder algumas coisas, mas devo admitir que o frio foi a razão principal.

Quanto custa?

Como comentei, os preços dos tours são tabelados entre as agências e variam de acordo com a temporada (alta/baixa). Em julho/18, quando fiz o passeio o valor da tabela era 470 pesos, algo equivalente a 65 reais. Fiz o tour com a agência Natural Travel, que fica na rua principal de Bariloche, Rua Mitre 106. Além desse custo, também há uma taxa de 280 pesos (40 reais) para subir o Cerro Campanario que é a principal atração do tour.

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O Circuito

A primeira parada é também a mais importante, o Cerro Campanario, um dos principais mirantes da região, já foi inclusive reconhecida pelos fotógrafos da revista National Geographic como uma das principais vistas do Mundo. É possível subir o Cerro a pé, mas uma das principais atrações são as “aerosillas”, as cadeiras flutuantes… uma aventura a parte que cabe melhor numa narrativa por vídeo, como vocês pode ver abaixo.

A aventura é grande, mas vale a pena. É realmente uma das melhores vistas!

A vista que é tida como uma das mais bonitas do mundo.

Vista do mirador do Cerro Campanario

Após a parada no cerro o passeio segue, parando no mirador onde temos uma vista para o Lago Moreno.

Vista para o lago moreno

O tour então segue para o Hotel Llao Llao, o hotel mais famoso da região, um verdadeiro 5 estrelas, com uma belíssima vista para o lago. Os visitantes, claro, não podem entrar no hotel, é necessário fazer uma reserva especial para day use, eu não o fiz, conhecer hotéis cinco estrelas não é o objetivo principal dessa viagem.

Depois de passar pelo hotel, paramos na Capela de San Eduardo, onde você pode apreciar a arquitetura do Hotel Llao Llao, que é patrimônio arquitetônico da Argentina, além de tirar diversas fotos com uma bela vista do Lago.

O famoso Hotel Llao Llao. Llao Llao é o nome de um fruto que surge nas árvores a partir de um fungo. Muito comum na região e que era bastante consumido pelos Mapuches (indígenas que habitavam essa região).

Feito tudo isso é hora de voltar para a cidade, algumas agências sugerem que voltando para a cidade, por volta das 12h30, você já emende com o tour para o Cerro Catedral. Eu sinceramente não recomendo, o Cerro Catedral (mesmo para aqueles que não querem fazer esportes na neve) tem diversas atrações e vale a pena ter um dia só pra ele, com calma.

O que eu fui fazer em Bahia Blanca?

Bahia Blanca está longe de ser uma cidade turística, beemmm longe disso. Mas como eu fui parar lá? Olhando o mapa enquanto montava meu roteiro percebi que o caminho de Mar del Plata até Bariloche de ônibus era muito longo, quase 24h, então busquei uma cidade grande no meio do caminho, onde pudesse fazer uma parada para não ficar tanto tempo dentro do ônibus.

Dando uma olhada no mapa, Bahia Blanca parecia a opção ideal, é uma cidade grande, tinha boas opções de horário de ônibus e ficava no litoral, não poderia ser tão ruim, afinal de contas é praia. E lá fomos nós (eu e a mochila no caso)…

Mas na realidade não tem praia em Bahia Blanca, é na verdade um grande porto, que serve para escoar a produção do polo petroquímico da cidade, sem praia! Fui trollada pelo Google maps e pela minha ignorância.

Bahia Blanca é uma cidade com quase 300 mil habitantes na província de Buenos Aires, tem um dos principais portos de águas profundas do país e um polo petroquímico, a economia da cidade gira em torno disso. Há também uma grande universidade pública, a Universidad del Sur, o que atrai jovens de diversas cidades da região para Bahia Blanca.

No mais, faltam opções de lazer na cidade, e digo isso não para os turistas, já que todos aqueles que passam por lá estão em uma situação parecida com a minha, apenas de passagem rumo ao sul, mas faltam opções de lazer para os próprios moradores. A cidade tem um belíssimo parque na região central, o Parque de Mayo, que é surpreendente, com diferentes árvores, pássaros e muito espaço para fazer “asados” ou “pic-nic´s”. No entanto essa acaba sendo a única opção de lazer dentro da cidade o que faz com que o parque fique lotado nos finais de semana e principalmente no verão. Existe a opção de ir para alguma das praias próximas também, mas acaba exigindo um deslocamento maior.

Foi em Bahia Blanca também que comecei a observar um hábito interessante, as pessoas levam bem a sério a “siesta”, eu particularmente desconhecia que se praticava a “siesta” pela América do Sul, mas em Bahia Blanca percebi que o comércio fechava às 12h ou 13h, abrindo novamente às 15h30. É bom ter isso em mente antes de sair para comprar qualquer coisa por lá.

Bahia Blanca foi a cidade das surpresas, tinha a expectativa baixa em relação a cidade, afinal de contas era só para passar uns 2 dias antes de seguir viagem… a primeira grande surpresa foi a ausência da praia, mas superado esse susto o que veio a seguir foi bem interessante, o passeio no parque, a tranquilidade da cidade, tudo é um convite para longas e relaxantes caminhadas. Valeu a pena parar por aqui.

Mar del Plata, a primeira experiência com o Couchsurfing e o encontro com os lobos marinhos

A viagem de Buenos Aires para Mar del Plata de ônibus é tranquila, são 5h30 de viagem, a passagem na categoria “Cama”, que é uma das mais confortáveis, saiu por 670 pesos, uns R$90,00 na cotação atual (jul/2018). É um passeio que definitivamente vale a pena, mesmo no inverno.

Mar del Plata é o principal refúgio dos argentinos no verão (eu jurava que era Florianópolis, mas tudo bem…), quando as praias estão sempre cheias e os hotéis lotados. Mas eu fui no inverno, e a cidade muda um pouco nessa época, as águas do mar que estão longe de ser quentes como a do Nordeste, ficam ainda mais frias e o vento frio vindo do sul não deixa a praia muito convidativa a um banho, mas as paisagens permanecem lindas e o passeio na orla é surpreendente.

Onde me hospedei

Em Mar del Plata tive a minha primeira experiência no Couchsurfing, uma plataforma virtual para troca de hospedagens e experiências. Diversos amigos já haviam usado a ferramenta, mas eu nunca tinha tido a oportunidade e confesso que tinha um pouquinho de medo. A primeira experiência foi perfeita para quebrar essas barreiras. Fiquei na casa de uma menina que já havia estudado no Brasil e falava bem o português. A grande diferença de ficar na casa de alguém, principalmente através do Couchsurfing, é que você tem a oportunidade de conhecer pessoas que são locais, conhecer suas percepções sobre a cidade onde vivem e o país, além de conhecer os lugares que frequentam no dia-a-dia. Foi assim em Mar del Plata, tive a sorte de estar por lá bem no dia do aniversário da minha host, pude então conhecer um bar típico local, com ótima cerveja e boa música, além de receber dicas valiosas sobre a cidade.

Um passeio na orla

A orla de Mar del Plata é linda. Bastante extensa, é difícil percorre-la toda a pé, por mais que você tenha preparo físico e disposição, uma boa opção é pegar o ônibus 221, é uma linha turística que percorre toda a orla e as principais atrações da cidade, essa linha também é a única que aceita pagamento “en efectivo”, ou seja, você pode pagar em dinheiro e não precisa do cartão de transporte, o custo de cada trecho é 10 pesos, um valor bem justo.

Pegando o ônibus na Praça Mitre (próximo de onde eu me hospedei) desci no Cassino Del Mar, que fica próximo à praça principal da cidade e do monumento aos Lobos Marinhos, caminhando um pouco mais pela orla se chega ao Torreón Del Monje, construção histórica da cidade e ponto obrigatório para as fotos. Um pouco mais a frente se chega ao Balneário Bahia Varese, ótimo lugar para tirar fotos do pôr do sol e apreciar a paisagem, durante o verão essa é uma das praias mais cheias da cidade. Andando um pouco mais pela orla chegamos na Playa Chica, uma parte do litoral que não é propício para banho pois aqui o mar arrebenta nas pedras, no entanto o calçadão próximo a essas pedras tem uma vista sensacional para o mar, um convite a contemplação e muitas fotos.

O porto e os lobos marinhos

Lendo sobre a cidade, diversos lugares sugeriam a visita ao porto. Então novamente peguei o ônibus 221, dessa vez rumo ao porto. Chegando lá uma surpresa, pois de fato não havia muito o que fazer por lá. É apenas um porto mesmo, nada digno de nota, existe um espaço mais “turístico”, com restaurantes que vendem uma comida “ok” por um preço alto, ou mesmo os restaurantes de “tenedor libre”, o famoso coma á vontade. No porto uma refeição em um dos restaurantes “tenedor libre” ficava por 350 pesos, algo parecido no centro da cidade saia por 220 pesos, só para vocês entenderem a diferença de preço. Porém, é no porto que temos uma das atrações mais legais da cidade, andando um pouco mais a frente dessa área dos restaurantes (sempre pedindo informações, pois a sinalização não existe), chegamos ao encontro dos Lobos Marinhos. Eles são símbolo da cidade de Mar del Plata e muitos deles ficam nessa região próxima ao porto para tomar sol e interagir com os passantes. Não foi muito fácil achar o reduto dos lobos marinhos, mas depois de pedir algumas informações, estou andando distraidamente quando simplesmente surge um bicho enorme do meu lado, passado o susto deu pra perceber que eles são na realidade muito dóceis, a não ser quando alguém chega muito perto, qualquer tentativa de se aproximar mais de um metro pode render um ataque meio desengonçado desses bichões. Mas é muito legal ver os bichinhos soltos e assim tão de perto, uma experiência “muy rica”, como se diz por aqui.

Mar del Plata me surpreendeu positivamente, ainda quero conhecer a cidade no verão… mas mesmo no inverno, valeu bastante a pena. Próxima parada: Bahia Blanca.