Quanto gastei no mochilão pelo Chile: de norte a sul, de Puerto Varas ao Atacama

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Dando continuidade a nossa série de posts “Quanto Gastei no meu Mochilão pela América do Sul”, vamos ao nosso segundo post, um momento de falar do lugar mais caro da viagem e tentar entender porque ficou tão caro passear por lá: Chile.

Eu fiquei 50 dias no Chile, cruzei o país de sul a norte, começando por Puerto Varas (sim, eu pulei a Patagônia, quero deixar para fazer essa região em uma outra viagem, só pra ela), foi o país que fiquei mais tempo e também aquele que tive um maior gasto médio diário. (os valores são de julho/2018)

Gastos no Chile

Percebi que os gastos em dólares no outro post causaram uma confusão, então nesse aqui já vou colocar tudo em reais mesmo.

Nos 50 dias no Chile eu gastei R$13460, uma média de R$270 por dia. Mas para onde foi esse dinheiro todo?

Categoria Valor Por dia (R$) % do total
Passeios 98,13 36%
Acomodação 66,77 25%
Comida 43,93 16%
Supermercado 21,72 8%
Transporte 14,76 5%
Celular 2,69 1%

 

No Chile o gasto com passeios foi de quase 100 reais por dia, um valor bastante elevado, mas que se justifica por tudo que fiz principalmente em Santiago e no Atacama, mas vale reforçar que os passeios no Chile são carinhos também, por isso esse custo elevado.

No Chile eu cheguei a trabalhar em hostel em troca de hospedagem, mas também passei uma semana em Santiago com minhas amigas em um hotel bem fino, que custou quase 200 reais por noite, isso acabou elevando a média diária.

Gostaria de destacar dois custos interessantes aqui: Supermercado e Celular. O Chile foi o país que mais gastei com supermercado, até porque em algumas cidades eu cheguei a ficar 15 dias e com isso era mais fácil comprar comida para cozinhar e assim economizar. E quero destacar também o custo baixíssimo que tive com celular (pacote de dados de internet), já que o Chile é o país onde a internet é mais barata, de qualidade, sem falar na grande quantidade de rede wi-fi disponível em restaurantes e lugares públicos.

Analisando cidade por cidade

Puerto Varas

Minha primeira parada no Chile, para saber mais sobre meus dias lá basta clicar aqui! Em Puerto Varas eu fiquei por 15 dias e trabalhei na recepção do hostel em troca de hospedagem, então já economizei nesse aspecto. Saia pouco para comer, mas toda vez que saia era um estouro no orçamento, uma noite jantei um hambúrguer que nem tava tão bom e lá se foram 70 reais, assisti a final da Copa do Mundo em um barzinho por aqui também e lá se foram mais 136 reais

Os tours por aqui são carinhos também, fiz dois bem clássicos: Visita a estação de esqui no Vulcão Osorno que custou a bagatela de 240 reais (110 do transporte até lá feito com agência e mais 130 de entrada no Parque e Ticket do Teleférico), e um passeio de barco pelo lago de Todos os Santos, chegando até o vilarejo de Peulla que custou mais 210 reais, sem contar o almoço que era por fora.

Nos 15 dias em Puerto Varas gastei R$1700, uma média de R$113 por dia.

Pucon

Esse paraíso no sul do Chile faz sucesso no verão, mas no inverno também tem seu charme, para saber mais sobre os 15 dias que passei por lá só clicar aqui.

Pucon é uma cidade cheia de atrações muito legais ao redor e para a maioria deles é possível chegar de transporte público e entrar pagando um pequena entrada, então consegui economizar com isso, mas também tem algumas atividades que só dava pra fazer pagando o tour mesmo e ai os tours são meio carinhos, o tour de dia inteiro para Huilo Huilo,por exemplo, custa R$213, outra atividade fundamental em Pucon, mas que tem o preço elevado são as Termas Geométricas, são uma das termas mais bonitas que visitei na viagem toda, mas só a entrada custou R$215, um valor bem alto para as comodidades (ou falta de comodidades) que oferecia.

Em Pucon eu fiquei 15 dias, gastei R$2636, uma média de R$ 175 por dia. No post sobre Pucon você pode ver tudo que eu fiz por lá!

Santiago

Chegamos ao nosso campeão de gastos! Mas foi por uma ótima razão, em Santiago encontrei com alguns amigos, deixei o estilo mochileira de lado e fiz uma viagem mais turista padrão. Para ver tudo que eu fiz clique aqui.

Por aqui fiquei em um bom hotel em Providência, dividi o quarto com uma amiga e paguei R$200 na diária, devo admitir que o café da manhã do hotel nesses 9 dias que fiquei por lá fizeram minha felicidade!

Fizemos também muito passeios! Chegou a ser um exagero, mas queríamos fazer tudo no pouco tempo que tínhamos juntos por lá, era inverno, temporada de neve e não desperdiçamos a oportunidade.

O tour para Cajon del Maipo foi um dos mais baratos que fizemos com a agência, custou uns R$180 para cada (e aqui foi legal ver que quando estamos em grupo é bem mais fácil barganhar descontos do que sozinha). Mas o grande vilão dos custos altos aqui foram os passeios nos parques de neve, Farellones e Valle Nevado. Escolhemos ir nos dois em dias diferentes, quando na realidade apenas um seria suficiente pra gente que não era expert em esqui… o passeio até Farellones, transporte mais a entrada custou pra gente um total de R$261 reais, sem falar nas comidinhas lá dentro que giram em torno de R$60. Já o Valle Nevado foi a grande “facada”, já que lá precisamos pagar as aulas de esqui e aluguel dos equipamentos, somando tudo isso à entrada e transporte a brincadeira de um dia na neve saiu pela bagatela de R$670. Mas o importante é que valeu a pena né? Gosto de pensar assim…

Em Santiago foram R$3744 em 9 dias, uma média de R$414 por dia.

La Serena

Partindo para o Norte do Chile fiz paradas rápidas (2 noites) em duas cidades interessantes antes de chegar no Atacama, a primeira delas é La Serena, parada obrigatória para quem quer visitar o Valle Elqui, que dizem ser um lugar muito místico, onde extra-terrestres aparecem, eu não presenciei nada disso, mas posso garantir que a região é uma das melhores para observação do céu e das estrelas. Tive sorte de estar por lá na lua nova e não podia deixar de fazer o passeio até o observatório astronômico, os detalhes estão nesse post aqui, esse foi basicamente meu único grande gasto aqui, o passeio custou 156 reais e mais R$ 58 pelas belas fotos no céu estrelado.

Caldera

A segunda parada no norte do Chile antes de chegar no Atacama, Caldera é ponto de saída para o tour que leva até a mina onde os 33 mineiros ficaram presos e também onde fica o “caribe chileno”, que é a praia de Baia Inglesa. Estive lá na baixa estação, então a cidade estava bem vazia, foi o suficiente para conhecer Baia Inglesa e comer vieira fresca (viva mesmo, tem o vídeo lá no instagram @demochila_nomundo). O mais caro aqui mesmo foi a passagem de ônibus para San Pedro de Atacama, R$172 o ônibus noturno leito.

San Pedro de Atacama

Essa é outra parte um pouco mais cara da viagem, o Atacama é um sonho e você percebe isso assim que chega lá… Eu fiquei 7 dias por na cidade, em um hotelzinho simples, quarto privado porém com banheiro compartilhado, localização ótima, uma quadra da Rua Caracoles, pela bagatela de R$100 por dia.

Passeios no Atacama eu fiz diversos, tem opção gratuita sim, mas a grande maioria precisa de agência para chegar. Eu fiz 7 passeios, os detalhes desses passeios vou deixar para outro post, mas com esses passeios você faz um rolê bem completo pelo Atacama, o custo total foi de R$1111, uma média de R$158 por passeio.

Nesses custos do Atacama também incluí o passeio pelo Salar do Uyuni, que custou aproximadamente R$580, o tour clássico de 3 dias pelo Salar dormindo as duas noites em hotéis simples pelo caminho, quarto compartilhado porém com cama de verdade e banho quente (pago a parte)!!

 

Em 50 dias, acabei gastando um bom dinheiro no Chile, principalmente em passeios, mas a verdade é que todos esses passeios valeram a pena e muitos deles não tinham uma alternativa “por conta própria”, então simplesmente, valeu a pena.

Autor: Ana Ligia Correa

Viajando pelo mundo colecionando histórias para contar para os meus netos.

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